Mercados

Ibovespa sobe com STF e cenário eleitoral no radar; 5 coisas para saber antes de investir hoje (2)

02 set 2026, 10:16 - atualizado em 02 set 2026, 10:20
bolsa, B3, day trade
Pessoas observam painel eletrônico que exibe o gráfico das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da BM&F Bovespa, no centro de São Paulo, Brasil, em 9 de maio de 2016 (REUTERS/Paulo Whitaker)

O Ibovespa (IBOV) opera os primeiros minutos do pregão de olho no cenário doméstico, com os ruídos políticos e o cenário eleitoral pesando no humor dos investidores. Na manhã, é esperada divulgação de nova pesquisa Quaest.

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Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em com alta de 0,41%, aos 180.423,77 pontos, nesta quarta-feira (2).



Já o dólar à vista operava em alta ante o real, na esteira do desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda operava a R$ 5,1657 (+0,17%), enquanto o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, subia 0,07%, aos 99.748 pontos.

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quarta-feira (2)

1 – Vorcaro e o STF

O caso Master voltou ao centro das atenções após relatório da Polícia Federal (PF) tornar mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes públicas.

Segundo as mensagens no relatório da PF, Vorcaro pediu ajuda a Moraes para tentar “reverter” o andamento das investigações contra ele junto ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

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Além disso, o então dono do Master chegou a consultar o magistrado dois dias antes de ser preso pela primeira vez se haveria necessidade de sair do país.

2 – Produção industrial fraca

A produção industrial subiu 0,2% em julho ante o mês anterior, na série com ajuste sazonal, informou nesta quarta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio abaixo da mediana das estimativas colhidas pelo Projeções Broadcast, de alta de 0,5%. As perspectivas variavam de queda de 0,6 a avanço de 1,3%.

Em relação a julho de 2025, a produção caiu 0,5%, resultado mais negativo do que a mediana das projeções (-0,1%), cujas estimativas iam de retração de 1,6% a aumento de 0,7%.

No acumulado do ano, a indústria subiu 1,1% e, em 12 meses, houve alta de 0,6%. A mediana das expectativas para o fechamento do ano é de alta de 1,2%, com piso de estabilidade na produção (0,0%) e teto de crescimento de 2,23%.

3 – Juros mais altos no Japão

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O Banco do Japão (BoJ, em inglês) discutirá um aumento das taxas de juros, inclusive já na sua reunião de setembro, com foco na possibilidade de os riscos inflacionários estarem se intensificando, afirmou o presidente da instituição, Kazuo Ueda, nesta terça-feira (1º), sinalizando uma forte possibilidade de um aumento neste mês.

As declarações vieram na esteira de um comunicado do Departamento do Tesouro dos EUA, informando que o secretário Scott Bessent se reuniu com Ueda e pediu medidas monetárias “decisivas” para combater a desvalorização do iene — reforçando argumentos a favor de um aumento das taxas de juros no Japão neste mês.

Embora tenha evitado se comprometer antecipadamente com um aumento em setembro, Ueda disse que esperava discutir com o conselho, ainda este mês, se a probabilidade de o cenário econômico do Banco do Japão se concretizar estava aumentando e se os riscos de alta nos preços estavam crescendo — ambos pré-requisitos para novos aumentos nas taxas.

“Esperamos continuar aumentando as taxas de juros, já que as condições financeiras permanecem acomodativas. Por outro lado, já aumentamos as taxas cinco vezes até agora, por isso precisamos avaliar cuidadosamente o impacto cumulativo sobre a economia”, disse Ueda.

4 – Desaceleração no mercado de trabalho

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Nos Estados Unidos, o número de empregos no setor privado registrou desaceleração em agosto, segundo o Relatório Nacional de Emprego da ADP divulgado nesta quarta-feira.

O emprego no setor privado cresceu em 38 mil postos de trabalho no mês passado, após um aumento revisado para 46 mil em julho. Economistas consultados pela Reuters previam que o emprego no setor privado avançaria em 48 mil, após um aumento anteriormente divulgado de 44 mil em julho.

O relatório da ADP é elaborado em parceria com o Laboratório de Economia Digital de Stanford e foi publicado antes do relatório de emprego de agosto do Escritório de Estatísticas do Trabalho (BLS) na sexta-feira. A ADP tem se mostrado um indicador pouco preciso para a estimativa do BLS sobre a folha de pagamento do setor privado.

O mercado aguarda a principal métrica do mercado de trabalho nos EUA, o payroll, que é acompanhado de perto pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos).

5 – EUA x Irã

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Os Estados Unidos e o Irã voltaram a intensificar os ataques na maior ofensiva no conflito desde julho.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que Washington pode ampliar as sanções relacionadas ao Irã para atingir companhias aéreas, o setor marítimo e ativos digitais, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio. Em entrevista à Fox News, ele disse que o governo dos EUA pretende agir de forma sistemática contra atores que ajudam Teerã a contornar as restrições.

“Vamos eliminar sistematicamente os maus atores”, afirmou Bessent. Ao ser questionado sobre Irã e Rússia, o secretário disse que sua mensagem a governos e empresas é “fiquem longe” e acrescentou que “ninguém deveria apoiar esse regime”, em referência a Teerã.

Hoje, os preços do petróleo operam em queda. Por volta de 10h (horário de Brasília), o contrato do Brent negociado para novembro caía 0,45%, a US$ 94,29 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

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Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do WTI para outubro recuava 0,68%, a US$ 89,61 o barril, no mesmo horário.

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*Com informações de Reuters

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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