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Ibovespa cai com Oriente Médio e expectativa por decisões sobre juros no radar; 5 coisas para saber antes de investir hoje (24)

24 abr 2026, 10:10 - atualizado em 24 abr 2026, 10:16
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) encerra a semana mais curta em tom negativo com poucas novidades no cenário geopolítico.

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O pregão desta sexta-feira (24) deve ser marcado pela expectativa de uma segunda rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã e pelas decisões dos Bancos Centrais, que acontecem na próxima semana.

Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em queda de 0,20% aos 190.993,37 pontos. Na semana, o Ibovespa acumula queda de 2%.



O dólar à vista opera em leve alta ante o real, na contramão do desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda subia a R$ 5,0086 (+0,06%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, caía 0,13%, aos 98.639 pontos.

Day Trade:

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Radar do Mercado

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta sexta-feira (24)

1 – Política para combustíveis

Ontem (23), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs ao Congresso Nacional um projeto de lei complementar que permitirá transformar ganhos extraordinários de arrecadação provenientes da alta do preço do petróleo em cortes de tributos sobre combustíveis.

A partir da eventual aprovação do projeto pelo Legislativo, o governo editará decretos com as reduções tributárias, que poderão beneficiar diesel, gasolina, etanol e biodiesel com cortes em PIS, Cofins e Cide.

Os cortes valeriam por pelo menos dois meses e seriam vinculados à duração da guerra no Irã, sendo reavaliados periodicamente.

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As informações foram apresentadas pelos ministros da Fazenda, Dario Durigan, e do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. De acordo com os ministros, o projeto define que a arrecadação extraordinária será calculada em receitas de royalties, dividendos, Imposto de Renda (IR) e Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) incidentes sobre a cadeia de petróleo e a venda de óleo da Pré-Sal Petróleo S/A (PPSA).

2 – Conta corrente em março

O Brasil registrou déficit em transações correntes maior do que o esperado em março, enquanto os investimentos diretos ficaram abaixo do esperado, informou o Banco Central na manhã desta sexta-feira.

No mês, o déficit em transações correntes totalizou US$ 6,036 bilhões, com o déficit acumulado em 12 meses totalizando o equivalente a 2,71% do Produto Interno Bruto (PIB).

A expectativa em pesquisa da Reuters com especialistas era de um saldo negativo de US$ 5,489 bilhões em março. No mesmo período do ano anterior houve déficit de US$ 2,930 bilhões

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3 – Confiança do consumidor no maior nível em 5 meses

A confiança do consumidor no Brasil avançou em abril e atingiu o nível mais alto desde o final do ano passado, com melhora da percepção sobre o momento atual, mostraram dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgados hoje.

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da FGV teve no mês alta de 1 ponto, indo a 89,1 pontos, nível mais elevado desde dezembro.

“Houve melhora da avaliação sobre a situação financeira das famílias, sobretudo dos consumidores da faixa de renda mais baixa, que recebem até R$ 2.100,00 no mês”, disse Anna Carolina Gouveia, economista do FGV IBRE.

4 – Mercado de câmbio

O Banco Central realizou dois leilões simultâneos no mercado de câmbio nesta manhã – um de venda à vista de dólares e outro de swap cambial reverso.

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No leilão à vista foi ofertado US$ 1 bilhão, mas o BC não aceitou nenhuma proposta. Nesta venda, na prática o BC retira dólares das reservas internacionais e vende aos dealers de câmbio.

Por sua vez, na operação de swap cambial reverso o BC tinha previsão de negociar até 20.000 contratos. Nenhuma proposta também foi aceita. O efeito prático desta operação é equivalente a uma compra de dólares no mercado futuro.

A data de início do contrato da operação de swap reverso era de 27 de abril, primeiro dia útil após o leilão, enquanto a data de vencimento era de 4 de maio de 2026.

5 – Negociações no Oriente Médio

Em meio ao impasse nas negociações entre Irã e os Estados Unidos, Líbano e Israel fecharam mais um acordo temporário.

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Os dois países estenderam seu cessar-fogo por três semanas após uma reunião de alto nível na Casa Branca, segundo o presidente norte-americano, Donald Trump.

O Hezbollah, grupo armado alinhado ao Irã que luta contra Israel, não estava presente nas negociações. Em resposta, o parlamentar do grupo, Ali Fayyad, disse que o acordo não tem sentido à luz dos contínuos “atos hostis” israelenses.

Fayyad ainda afirmou que seu grupo tem o direito de responder aos ataques israelenses contra alvos libaneses.

Os preços do petróleo seguem negociados acima de US$ 100 o barril.

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Hoje por volta de 10h (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para junho tinham leve alta de 0,39%, a US$ 105,47 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para maio registravam recuo de 0,25%, a US$ 95,64 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.

*Com informações de Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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