Mercados

Ibovespa cai com tensão no Oriente Médio; 5 coisas para saber antes de investir hoje (4)

04 maio 2026, 10:14 - atualizado em 04 maio 2026, 10:26
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) começa maio seguindo o exterior, que opera majoritariamente em território negativo com o avanço do sentimento de cautela pela escalada de tensão no Oriente Médio.

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Os investidores também acompanham as estimativas macroeconômicas dos economistas consultados pelo Banco Central e as decisões recentes de Brasília.

Por volta de 10h18 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em leve queda de 0,25% aos 186.857,61 pontos.



O dólar à vista opera em ligeira alta ante o real, em linha com o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda avançava a R$ 4,9562 (+0,07%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, subia 0,20%, aos 98.360 pontos.

Day Trade:

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Radar do Mercado

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta segunda-feira (4)

1 – Boletim Focus

Os economistas consultados pelo Banco Central (BC) elevaram novamente a estimativa para a inflação neste ano na pesquisa Focus desta segunda-feira. A projeção para a Selic ao final de 2026, no entanto, foi mantida depois que a autoridade monetária pregou cautela em sua última reunião.

Na semana passada, o Banco Central cortou o juro básico em 0,25 ponto percentual, a 14,50% ao ano, e argumentou que precisará incorporar novas informações para definir a política monetária à frente, mencionando possibilidade de ajuste do ritmo e da extensão do ciclo de “calibração” da taxa e ressaltando o distanciamento da inflação corrente da meta.

No Focus, os especialistas seguem vendo a Selic a 13% ao final deste ano e a 11% no próximo. Também continuam esperando novo corte de 0,25 ponto na próxima reunião, em junho.

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O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que a expectativa para a alta do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 aumentou em 0,03 ponto percentual, para 4,89%, oitava semana seguida de alta. Para o ano que vem permanece em 4%.

Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento este ano foi mantida em 1,85%, enquanto que para 2027 caiu a 1,75%, de 1,80% antes.

2 – Detalhes do Desenrola 2.0

O programa Desenrola Brasil 2.0, chamado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “Novo Desenrola Brasil”, será lançado oficialmente hoje e novos detalhes sobre seu funcionamento estarão no radar dos investidores.

No pronunciamento de 1º de Maio em rede nacional, Lula apresentou alguns pontos do pacote de medidas voltadas para aliviar o endividamento das famílias.

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“As trabalhadoras e os trabalhadores poderão negociar dívidas do cartão de crédito, do cheque especial, do rotativo, do crédito pessoal e até do Fies”, disse o presidente.

Segundo Lula, o Novo Desenrola Brasil prevê juros mais baixos, “de no máximo 1,99%, e descontos de 30% até 90% no valor da dívida”.

“Assim, você vai ter uma parcela bem menor e mais tempo para pagar sua dívida. E cada pessoa poderá sacar até 20% do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço.”

3 – Ata do Copom

Na terça-feira (5), às 8h (horário de Brasília) será divulgada a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) de abril, que deve trazer maiores detalhes sobre a decisão do colegiado e sobre a cautela no ciclo de flexibilização iniciado em março.

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O mercado deve ficar de olho na extensão do ciclo de corte de juros, uma vez que o comunicado trouxe pistas de que as reduções podem ter uma calibragem menor em contexto de incertezas geopolíticas elevadas e alta dos preços de combustíveis e energia.

4 – Mercado de trabalho dos EUA

Na sexta-feira (8), os investidores acompanham os dados do payroll de abril, o principal relatório do mercado de trabalho dos Estados Unidos. A expectativa é de que o número ainda mostre uma atividade resiliente pelo lado do emprego.

Em março, o número de vagas criadas veio acima do esperado, com 178 mil novos postos de emprego, enquanto a taxa de desemprego recuou para 4,3%, ante estimativa de 4,4%.

5 – Tensões no Estreito de Ormuz

O Irã afirmou ter forçado um navio de guerra norte-americano a retornar do Estreito de Ormuz nesta segunda-feira com um disparo de alerta, embora o Comando Central dos EUA (Centcom) tenha negado prontamente a informação de um ataque com míssil.

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Uma autoridade graduada iraniana disse à Reuters que o Irã disparou um tiro de advertência e que não estava claro se o navio de guerra havia sido danificado.

A agência de notícias iraniana Fars informou que dois mísseis atingiram o navio de guerra perto de Jask, na entrada sul do estreito, mas o Centcom negou que qualquer navio de guerra tenha sido atingido.

Os preços do petróleo subiram 5% devido às renovadas preocupações de que a rota petrolífera, fechada há mais de dois meses, permanecerá bloqueada por um período consideravelmente maior, com poucos sinais de progresso em direção a uma resolução de paz duradoura entre Washington e Teerã.

A Marinha do Irã afirmou ter impedido a entrada de navios de guerra “americanos-sionistas” na área do estreito, emitindo um “aviso rápido e decisivo”.

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Mais tarde, o Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos (EAU) acusou o Irã de atacar com drones um petroleiro vazio pertencente à estatal petrolífera de Abu Dhabi, a ADNOC, enquanto a embarcação tentava atravessar o Estreito de Ormuz

*Com informações de Reuters

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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