Ibovespa

Ibovespa deve seguir em correção no curto prazo por 3 motivos, segundo estrategistas da XP

04 maio 2026, 10:20 - atualizado em 04 maio 2026, 10:20
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) encerrou abril com queda de 0,08%, aos 187.317,64 pontos, sendo o segundo mês consecutivo de perdas. Apesar da baixa, o índice acumula valorização de 16,26% no ano.

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Já em dólar, o principal índice da bolsa brasileira, acumulou alta de 4,3% no mês em razão de um real mais forte.

O desempenho destoou dos principais pares internacionais. Os mercados emergentes da Ásia, por exemplo, registraram um forte rali, puxado por Coreia do Sul (+34%) e Taiwan (+24%).

Para os estrategistas da XP, enquanto os mercados globais tiveram uma forte reversão das perdas e voltaram à máximas nominais com o retornou ao foco do mercado em tecnologia e inteligência artificial (IA), o Ibovespa foi pressionado pela “perda de fôlego” da tese HALO – Ativos Pesados, Baixa Obsolescência.

“A tese HALO (Heavy Assets Low Obsolescence) e os plays de commodities perderam força, incluindo o Brasil, que corrigiu 7,5% nas últimas 2 semanas, com 7 de 8 dias de saída de capital estrangeiro, após fluxos muito fortes no primeiro trimestre”, escreveram Fernando Ferreira, Raphael Figueredo e Caio Souza em relatório.

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Como resultado, ainda segundo os estrategistas, o preço sobre lucro (P/L) projetado já recuou de 10,5x para 9,0x no período – o que abre espaço para novas valorizações. A XP elevou a projeção do IBOV de 196 mil pontos para 205 mil pontos até o fim deste ano.

Ibovespa em queda no curto prazo

Os estrategistas da XP destacaram que abril foi uma “história de duas metades” para a bolsa brasileira.

Na primeira metade do mês, o Ibovespa estendeu seu rali apoiado em fortes fluxos de capital estrangeiro e chegou a se aproximar da marca histórica dos 200 mil pontos.

Já na segunda metade, a tese de IA desencadeou uma rotação para fora da tese HALO e dos players de commodities — incluindo Brasil —, que registrou saída de capital estrangeiro nesse período. Apesar disso, o fluxo permaneceu positivo no consolidado de abril, em R$ 8,2 bilhões.

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“Ao mesmo tempo, os preços mais altos do petróleo mantiveram pressão altista sobre as expectativas de inflação e enfraqueceram a tese de afrouxamento monetário, pesando sobre o desempenho das cíclicas domésticas”, destacaram os estrategistas.

Na visão da equipe, o Ibovespa deve permanecer em correção no curto prazo por fatores técnicos, posicionamentos dos investidores e fluxos de capital.

No cenário mais pessimista, a XP prevê o índice aos 156 mil pontos. Já no cenário otimista, o IBOV deve atingir 258 mil pontos. O cenário-base é de 205 mil pontos no fim deste ano.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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