Juros

Selic a 14,50%: Brasil segue com o 2º maior juro real do mundo, mesmo após corte

04 maio 2026, 10:25 - atualizado em 04 maio 2026, 10:25
brasil corrupção
(Imagem: iStock/mattjeacock)

O Brasil ocupa o segundo lugar no ranking mundial de juros reais, após o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzir a taxa Selic para 14,50%, com um corte de 0,25 ponto percentual. O juro real no Brasil está em 9,33% ao ano, mostra levantamento da MoneYou e Lev Intelligence.

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O país está abaixo apenas da Rússia (9,67%) e à frente da México (5,09%). Depois, aparecem a África do Sul (4,62%), a Indonésia (3,31%) e a Hungria (3,02%).

Em termos nominais, a taxa Selic de 14,50% fica em quarto colocado entre as 40 maiores taxas de juros do mundo. A média geral é de 5,30%.

Vale destacar que as perspectivas inflacionárias foram majoritariamente revisadas para cima nos países do ranking, criando uma série maior de juros reais negativos, em meio ao cenário adverso e ainda em aberto com o conflito no Oriente Médio, com forte caráter inflacionário.

O estudo destaca ainda que, no geral, entre 164 países, 84,15% mantiveram os juros, 4,88% elevaram e 10,98% cortaram. No Ranking, entre 40 países, 85,00% mantiveram, enquanto 7,50% elevaram as taxas e 7,50% cortaram.

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Copom corta Selic, mas mantém tom cauteloso

O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic para 14,50% na reunião desta quarta-feira (29).

No comunicado, o Comitê ressalta que a decisão de hoje “é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante”, repetindo a leitura do encontro anterior e sinalizando continuidade na estratégia de calibração da política monetária.

O grupo avaliou que foi adequado dar continuidade ao ciclo de calibração da política monetária, destacando que o período prolongado de juros em nível contracionista já começa a produzir efeitos concretos na economia.

Segundo o Comitê, há evidências de transmissão da política monetária sobre a desaceleração da atividade econômica, o que abre espaço para ajustes graduais no ritmo e na extensão desse processo, sempre condicionados à evolução dos dados.

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Veja o ranking das taxas de juros reais

RankingPaísEx ante
1Rússia9,67%
2Brasil9,33%
3México5,09%
4África do Sul4,62%
5Indonésia3,31%
6Hungria3,02%
7Colômbia2,63%
8Polônia2,61%
9República Tcheca2,20%
10Índia2,19%
11Israel2,09%
12Chile2,03%
13Austrália1,62%
14Coreia do Sul1,35%
15China1,29%
16Tailândia1,21%
17Malásia1,18%
18Reino Unido1,16%
19Bélgica1,07%
20Estados Unidos0,97%

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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