Mercados

Ibovespa despenca mais de 2% na mínima intradia e dólar mantém nível de R$ 4,90: o que movimenta os mercados hoje (7)?

07 maio 2026, 14:45 - atualizado em 07 maio 2026, 14:57
Queda Ibovespa
(Imagem: iStock/Lemon_tm)

O Ibovespa (IBOV) perde mais de 4 mil pontos nesta quinta-feira (7) com pressão das ‘blue chips‘ e tombo nos preços de petróleo em meio a reação a balanço corporativos e incertezas geopolíticas.

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Por volta de 14h20 (horário de Brasília), o IBOV atingiu os 183.033,23 (-2,48%), na mínima intradia.



O mercado ainda acompanha a reunião dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump na Casa Branca.

No vermelho

A queda do Ibovespa é puxada pelos ‘pesos-pesados’. Em destaque, as ações da Petrobras (PETR4;PETR3) recuam cerca de 3%, em dia de volatilidade nos preços do petróleo Brent no mercado internacional. Pela manhã, o barril chegou a operar abaixo de US$ 100.

Por volta de 14h (horário de Brasília), PETR4 registrava queda de 2,77%, a R$ 45,96, e figurava como a ação mais negociada na B3 – com 38,5 mil negócios e giro financeiro de R$ 1,869 bilhão.

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Vale (VALE3) também acompanha a cautela doméstica, na contramão do desempenho do minério de ferro. No mesmo horário, VALE3 caía 1,45%, a R$ 80,05. O contrato mais negociado do minério de ferro, para setembro, fechou com alta de 0,62%, a 817 yuans (US$ 119,95) a tonelada na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China.

Entre as blue chips, porém, Bradesco (BBDC4) é o destaque. Os papéis do banco recuavam 3,06%, a R$ 18,68, perto de devolver os ganhos do ano, em reação ao balanço do primeiro trimestre (1T26).

Para a XP, o banco entregou resultados mistos, com lucro líquido recorrente de R$ 6,8 bilhões, reforçando a trajetória de recuperação.

Porém, houve dúvidas em relação à qualidade de crédito e ao consumo de capital. Segundo a casa, o custo do risco subiu 3,5%, pressionado por um caso específico no atacado e pela normalização do segmento massificado, embora os índices de inadimplência e cobertura sigam amplamente sob controle.

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Apesar da forte queda dos ‘pesos-pesados’, Rede D’Or (RDOR3) lidera a ponta negativa do IBOV, também em reação ao balanço do 1T26. Na outra ponta, Smart Fit (SMFT3) salta mais de 10% com o mercado avaliando os números trimestrais.

Exterior

No exterior, os índices de Wall Street operam em queda, com a retomada das incertezas sobre o avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã.

De acordo com o Wall Street Journal, a Arábia Saudita e o Kuwait suspenderam as restrições impostas ao uso de suas bases e espaço aéreo pelos EUA, o que abre espaço para o governo Trump retomar a operação de escolta de embarcações comerciais no Estreito de Ormuz.

Por volta de 14h30, Dow Jones caía 0,69%, aos 49,568,30 pontos; S&P 500 recuava 0,38%, aos 7.337,69 pontos e Nasdaq tinha desempenho negativo de 0,14%, aos 25.803,57pontos.

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Na Europa, o índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com recuo de 1,10%, aos 616,42 pontos.

Na Ásia, o índice de Nikkei, do Japão, superou os 62 mil pontos pela primeira e encerrou o pregão em recorde aos 62.833,84 (+5,58%). O índice Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,57%, aos 26.626,28 pontos.

Dólar a R$ 4,90

Enquanto o Ibovespa cai mais de 2%, o dólar à vista (USDBRL) ganha leve força em meio ao impasse nas tratativas de paz no Oriente Médio.

Por volta de 14h40 (horário de Brasília), o DXY, que compara a divisa a uma cesta de seis moedas fortes, subia 0,06%, aos 98,080 pontoss

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Já na comparação com o real, a divisa norte-americana operava a R$ 5,9269, com alta de 013%. Mais cedo, a moeda atingiu R$ 4,8960 (-0,50%) na mínima intradia.



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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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