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Axia Energia (AXIA3) cai mais de 5% após resultado: analistas citam “dividendos frustrando”

07 maio 2026, 13:05 - atualizado em 07 maio 2026, 13:05
Axia Energia
(Imagem: Divulgação)

As ações da Axia Energia (AXIA3) operam em forte queda nesta quinta-feira (7), após a divulgação do balanço do primeiro trimestre de 2026, em um movimento que analistas associam a números ligeiramente abaixo das expectativas e a uma possível frustração do mercado com anúncios ligados à remuneração aos acionistas.

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Às 12h30, os papéis recuavam 5,18%, a R$ 58,60.



A companhia reportou lucro líquido de R$ 2,631 bilhões no trimestre, revertendo o prejuízo de R$ 354 milhões registrado um ano antes. Já o Ebitda ajustado regulatório somou R$ 8,6 bilhões, alta de 60% na comparação anual.

Mesmo assim, analistas destacaram que os números vieram abaixo das projeções do mercado, especialmente na área de geração de energia elétrica — justamente o principal motor da tese de investimento da companhia hoje.

A equipe da XP Investimentos, liderada por Raul Cavendish, afirmou que a Axia entregou “um pequeno resultado abaixo do esperado”, com Ebitda cerca de 4% inferior às estimativas da corretora e entre 2% e 5% abaixo do consenso do mercado.

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Segundo os analistas, o principal ponto negativo veio da rentabilidade menor do que o esperado na comercialização de energia.

A margem por megawatt-hora comercializado ficou em R$ 179, número 12% abaixo da projeção da XP. Além disso, a contribuição da transmissão veio R$ 197 milhões abaixo das estimativas da corretora.

“A decepção vem também do fato de que transformar os bons indicadores operacionais em resultados financeiros consistentes ainda não tem sido uma tarefa simples para a Axia”, escreveram os analistas.

O BTG Pactual também ressaltou que os preços obtidos pela companhia na energia vendida no mercado de curto prazo vieram menores do que o esperado, o que acabou reduzindo o resultado operacional frente às projeções da casa.

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O Itaú BBA destacou que o Ebitda recorrente ajustado ficou 4% abaixo da estimativa do banco. Segundo a equipe liderada por Fillipe Andrade, o número foi impactado principalmente por um desempenho mais fraco na geração e por efeitos regulatórios na transmissão.

Remuneração aos acionistas da Axia frustra

Além do operacional, outro ponto que parece ter pesado sobre as ações foi a frustração com a remuneração aos acionistas.

A companhia anunciou a alocação de até R$ 4 bilhões para recompra ou resgate de ações preferenciais ao longo de 2026. Embora o movimento tenha sido visto positivamente, parte do mercado considerou o valor abaixo das expectativas.

A XP afirmou que o “wording mais suave do fato relevante” pode ter decepcionado investidores que esperavam um compromisso mais forte com dividendos e recompras. A corretora lembra que projeta cerca de R$ 18 bilhões em distribuição aos acionistas ao longo de 2026.

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Outro ponto que chamou atenção foi a dificuldade do mercado em entender a dinâmica contábil da transmissão no trimestre.

O UBS BB explicou que a companhia mudou a metodologia contábil de reconhecimento de receitas relacionadas a itens regulatórios da transmissão, o que aumentou a volatilidade trimestral dos números.

Segundo o banco, a Axia reconheceu uma provisão de R$ 725 milhões ligada a receitas de transmissão, sendo parte referente a períodos anteriores e outra parcela que deverá ser revertida nos próximos trimestres.

Apesar disso, o UBS avaliou que “a estratégia funcionou em um trimestre forte”, citando a decisão da companhia de manter parte relevante da energia sem contratos fechados previamente para capturar preços mais altos no mercado spot.

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Na visão das casas, porém, a tese estrutural da companhia segue positiva. A XP mantém recomendação de compra para AXIA3 e AXIA6, com preços-alvo de R$ 63,30 e R$ 71,20, respectivamente. O BTG Pactual reiterou recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 75. Já o UBS BB manteve recomendação de compra para AXIA6, com preço-alvo de R$ 80. O Itaú BBA segue com recomendação outperform para AXIA3 e preço-alvo de R$ 50,30.

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Editor
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br
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