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Smart Fit (SMFT3) dispara mais de 10% após balanço do 1T26; o que surpreendeu o mercado?

07 maio 2026, 12:13 - atualizado em 07 maio 2026, 12:17
Smart Fit
(Imagem: REUTERS/Rahel Patrasso)

As ações da Smart Fit (SMFT3) disparam nas primeiras horas de negociações, liderando a ponta positiva do Ibovespa (IBOV) e do mercado brasileiro em reação aos números do primeiro trimestre (1T26).

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Por volta de 11h50 (horário de Brasília), SMFT3 subia 11,72%, a R$ 20,31 após bater a máxima intradia com ganho de 14,47% (R$ 20,81). Acompanhe o Tempo Real.

Os papéis também figuram na segunda posição entre os mais negociados na B3, com giro financeiro de aproximadamente R$ 310 mil e 22,6 mil negócios, em dia de baixo fluxo.



A rede de academias de ginástica teve lucro líquido recorrente de R$ 207 milhões no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 47% sobre o mesmo período do ano anterior.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, por sua vez, atingiu R$ 671,8 milhões no trimestre, alta de 29% na comparação anual, com margem de 32%, avanço de 1 ponto percentual.

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Já a receita líquida da companhia superou pela primeira vez a marca de R$ 2 bilhões em um trimestre, somando R$ 2,102 bilhões, avanço de 25% em relação ao primeiro trimestre de 2025.

A Smart Fit encerrou março com 2.113 academias em 16 países, expansão de 20% em relação ao ano anterior, após a adição recorde de 354 unidades nos últimos 12 meses.

A empresa reiterou o guidance (projeção) de abertura de 330 a 350 academias em 2026, sendo cerca de 80% próprias.

TotalPass: a ‘joia’ da Smart Fit

Os analistas foram unânimes nas avaliações do balanço: a Smart Fit apresentou mais um conjunto de resultados ‘sólidos’ e ‘consistentes’.

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Para o Safra, a receita líquida em linha com as expectativas do banco – que já eram otimistas, segundo os analistas – e a rentabilidade acima do esperado foram os destaques do balanço no 1T26.

“Aberturas de academias, mais membros por unidade e política de preços assertiva sustentaram um crescimento sólido da receita”, escreveram os analistas Vitor Pini, Renan Sartorio e Tales Granello em relatório.

Eles ainda afirmaram a melhora na rentabilidade, medida pela margem bruta, deve-se ao aumento da participação de “Outros Países” e do TotalPass (TP) no lucro bruto, aliado a maior alavancagem operacional.

Na mesma linha, a XP chamou a atenção para o desempenho do TotalPass no Brasil. “Por região, o Brasil surgiu como destaque, com a margem Ebitda subindo 3,4 ponto percentual devido aos resultados sólidos da TP”, avaliaram Danniela Eiger, Pedro Caravina e Laryssa Sumer.

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A equipe ainda considerou que a operação em outros países da América Latina continuou entregando resultados sólidos, com crescimento de 1,5 ponto percentual na margem, mas destacou que o México permaneceu como a geografia mais fraca, ficando abaixo das estimativas da XP, com margem Ebitda caindo 4,1 ponto percentual na comparação com o mesmo período de 2025.

Já o BTG Pactual considera que o TotalPass consolidou a sua participação no mercado como uma das principais plataformas de bem-estar corporativo na América Latina. A plataforma terminou o trimestre com 2,1 milhões de clientes entre Brasil e México.

“Operacionalmente, o TotalPass continuou a ganhar relevância nas academias Smart Fit, com o número de check-ins aumentando significativamente tanto no Brasil quanto no México, contribuindo positivamente para o tráfego, o crescimento da receita e a expansão do ticket médio, principalmente após a reprecificação do plano ‘Black’”, diz o relatório assinado pelos analistas Luiz Guanais, Yan Cesquim e Beatriz Cendon.

O Itaú BBA, por sua vez, afirmou que o principal sinal de alerta continua sendo “o declínio acelerado” no número de membros por academais consolidada no Brasil – o que, na visão dos analistas, “está se tornando cada vez mais díficil de ignorar”.

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“O que nos surpreendeu negativamente no 1T26 foi a queda sequencial e nominal no número de membros por academia consolidada no Brasil – mesmo incluindo o TotalPass – apesar da dinâmica sazonalmente mais forte que normalmente sustenta o primeiro trimestre”, afirmou a equipe liderada por Rodrigo Gastim.

O banco estima que academias consolidadas no Brasil tenham cerca de 2.940 membros por unidade, incluindo o TotalPass, enquanto no México esse número se aproxima de 2.790.

“Mais importante ainda, todas as principais regiões apresentaram queda na densidade desde o 2T25, segundo nossas estimativas”, afirmaram os analistas.

Na visão da equipe do BBA, dada a natureza de alto custo fixo das academias, uma menor densidade deve pressionar a lucratividade, a menos que seja compensada pelo crescimento do ticket médio ou por um controle rigoroso de custos.

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“Nesse contexto, a divulgação pela administração de que as margens das academias consolidadas no Brasil permaneceram estáveis em relação ao ano anterior foi impressionante, especialmente porque estimamos que o número de membros consolidados (incluindo o TotalPass) por academia tenha caído cerca de 13% em relação ao ano anterior”, acrescentaram.

O que fazer com as ações agora?

Para os analistas da XP, os resultados sólidos do Brasil, combinados a margens ainda sólidas de academias maduras, devem ajudar a endereçar as preocupações dos investidores em relação a ventos contrários competitivos.

“Embora a receita líquida/academia tenha recuado no ano contra ano no Brasil, acreditamos que os resultados da TP pelo lado da plataforma (pagamentos de empresas e usuários) também precisam ser considerados para avaliar melhor seu valor para a SMFT”, afirmaram Danniela Eiger, Pedro Caravina e Laryssa Sumer.

O BTG Pactual considera que o valuation da Smart Fit continua “atraente”. “Embora acreditemos que as preocupações com o efeito do TotalPass nas margens persistirão nos próximos trimestres, a SmartFit continua a se destacar como uma das principais histórias de crescimento composto no varejo da América Latina”, diz o relatório.

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Confira as recomendações e preço-alvos dos bancos citados:

Banco/CorretoraRecomendação Preço-alvoPotencial de valorização*
BTG PactualCompra R$ 30,0065,02%
Itaú BBACompra R$ 32,0076,02%
SafraCompra R$ 26,0043,01%
XP InvestimentosCompra R$ 32,0076,02%
Fonte: Research BTG Pactual, Itaú BBA, Safra e XP Investimentos

*potencial de valorização sobre o preço de fechamento anterior. Em 6 de maio de 2026, SMFT3 encerrou cotada a R$ 18,18.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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