Mercados

Ibovespa recua 0,72% após três altas seguidas

06 fev 2020, 18:47 - atualizado em 06 fev 2020, 18:51
Mercados Ibovespa
O Ibovespa caiu 0,72%, a 115.189,97 pontos (Imagem: REUTERS/Nacho Doce)

O Ibovespa caiu nesta quinta-feira, em meio a movimentos de realização de lucros após três altas seguidas, um dia após o Banco Central sinalizar o fim do ciclo de cortes da Selic.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com o clima no exterior relativamente positivo, investidores também repercutiram notícias corporativas locais, entre elas o resultado acima do esperado de Klabin e precificação da oferta de ações da Petrobras que teve como vendedor o BNDES.

Índice de referência da bolsa brasileira, o Ibovespa (IBOV) caiu 0,72%, a 115.189,97 pontos. Na máxima, chegou a 117.381,83 pontos. O giro financeiro no pregão somou 28,3 bilhões de reais.

“Acredito que mercado não esperava que o BC fosse deixar tão claro o fim do ciclo de corte de juros e fosse dar um comentário mais ‘dovish'”, avaliou o gestor de ativos Ricardo Campos, sócio-fundador da empresa da Reach Capital.

O Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a taxa básica de juro em 0,25 ponto percentual, para nova mínima histórica de 4,25% ao ano e disse enxergar como “adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Agentes financeiros também têm citado que, apesar do efeito positivo com medidas de liquidez no mercado, as dúvidas sobre o potenciais reflexos do surto de coronavírus continuam e assim a volatilidade tende a permanecer elevada.

O novo vírus já matou mais de 560 pessoas e infectou mais de 28 mil apenas na China e já se espalhou por vários países.

Campos acrescentou que mais discussões voltam a aparecer se a bolsa está chegando em níveis caros ou não, o que, segundo ele, limita um pouco o apetite dos investidores.

O movimento da B3 na contramão de Wall Street ocorreu à medida que se aproxima o vencimento dos contratos de opções de Ibovespa, na próxima quarta-feira (12).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Destaques

Braskem (BRKM5) caiu 7,46%, após subir quase 9% na semana até a véspera. No radar esteve reportagem do Estadão, de que a 1ª Câmara Reservada de Direito Empresarial do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve possibilidade de ações da petroquímica serem executadas por credora da Odebrecht.

Banco do Brasil (BBAS3) recuou 1,69%, pior desempenho entre os bancos do Ibovespa, após forte valorização na véspera. Bradesco (BBDC4) e Itaú Unibanco (ITUB4) perderam o fôlego do começo do pregão e caíram 1,16% e 0,24%, respectivamente. Santander (SANB11) cedeu 0,24%.

Petrobras (PETR4) avançou 2,69%, um dia após oferta global de ações ordinárias da companhia de titularidade do BNDES ser precificada a 30 reais por papel, movimentando 22 bilhões de reais. Petrobras (PETR3) subiu 2,78%.

MRV (MRVE3) caiu 2,31%, em sessão de ajustes, após subir nos dois pregões anteriores, acumulando elevação de 5%. O índice do setor imobiliário perdeu 2,61%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Vale (VALE3) teve acréscimo de 0,55%, com a alta dos preços do minério de ferro na China, além de previsões da ArcelorMittal de melhora na demanda por aço. CSN (CSNA3) caiu 0,6%.

Klabin  (KLBN5) subia 4,3%, após reportar resultado acima do esperado no quarto trimestre, com os negócios de papéis e embalagens atenuando a queda nos preços de celulose branqueada e kraftliner no mercado externo. No setor, Suzano (SUZB3)teve elevação de 1,3%.

Locaweb (LWSA3) disparou 19,4% em sua estreia na B3 após precificar sua oferta inicial de ações a 17,25 reais na terça-feira, no topo da faixa estimada pelos coordenadores. A operação movimentou quase 1,2 bilhão de reais.

Centauro (CTON3) saltou 14,7%, após a Nike anunciar acordo de distribuição com a dona da Centauro, que assumirá operações da marca norte-americana no Brasil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar