Iguatemi (IGTI11) sobe na bolsa após resultados do 1T26; o que dizem os analistas?
Negociadas dentro do Ibovespa, as ações da Iguatemi (IGTI11) operam em alta nesta quarta-feira (6), um dia após a administradora de shoppings de alto padrão divulgar que teve lucro líquido consolidado de R$ 238 milhões no primeiro trimestre (1T26), alta de 121% em relação ao mesmo período de 2025.
Por volta das 13h52 (horário de Brasília), os papéis avançavam quase 3% na bolsa de valores (B3), negociados a R$ 28,33. Na máxima do pregão, chegaram a bater R$ 28,39. Acompanhe o tempo real.
Entre janeiro e março, a companhia apurou um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 405,2 milhões, valor 65,9% superior ao observado um ano antes.
Já o fluxo de caixa proveniente das operações (FFO) ajustado somou R$ 274,7 milhões, expansão de 98,4%.
Para o BTG Pactual, os números vieram “sem surpresas”, com métricas operacionais saudáveis. Segundo o banco, os principais destaques foram o aumento anual de 5,2% nas vendas nas mesmas lojas (SSS) e de 6% nos aluguéis nas mesmas lojas (SSR).
A casa também elogiou a taxa de vacância, que encerrou março em 2,7%, queda de 0,7 ponto percentual em um ano, e a inadimplência, que ficou em baixo 0,7%.
“Os indicadores operacionais da Iguatemi seguiram tendências semelhantes às dos trimestres anteriores: o crescimento do SSS ficou em linha com nossas estimativas e todas as outras métricas permaneceram em bases sólidas”, avaliou a instituição.
O banco manteve recomendação de compra para as ações IGTI11, citando o portfólio premium da companhia, “que tende a ser mais resiliente em um cenário macroeconômico desafiador”.
“Planejamos atualizar nossas estimativas para a Iguatemi em breve, mas mantemos nossa recomendação de compra para os papéis, que são negociados a 11,5 vezes o múltiplo P/FFO para 2026.”
O preço-alvo atual é de R$ 25, o que representa potencial desvalorização de cerca de 12%.
O que diz o Itaú BBA
Na mesma linha, o Itaú BBA avaliou que a Iguatemi entregou um “trimestre sólido”, com indicadores operacionais resilientes e surpresa positiva no fluxo de caixa.
Na visão do banco, o FFO veio 10% acima das estimativas, impulsionado por receitas maiores com luvas (key money) e venda de ativos, o que também levou a um desempenho acima do esperado no Ebitda.
Além disso, a casa destacou que a alavancagem segue confortável, em torno de 1,3 vez dívida líquida/Ebitda, enquanto os indicadores operacionais permanecem consistentes, com baixa vacância e inadimplência controlada.
“No geral, mantemos nossa recomendação de compra para a IGTI11, apoiada por um portfólio de shoppings de alta qualidade, que deverá continuar a apresentar um forte desempenho operacional”, afirmou, dizendo que vê a reforma tributária como um possível catalisador para o crescimento dos lucros a partir do próximo ano.
Pelas contas do BBA, as ações da companhia estão sendo negociadas a 11,5 vezes e 9,5 vezes o múltiplo P/FFO estimado para 2026 e 2027, respectivamente.
O preço-alvo da casa para os papéis é de R$ 34, o que indica potencial de valorização de cerca de 20%.