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Juros futuros: Taxas de médio e longo prazos fecham em baixa com expectativa de avanço nas negociações no Oriente Médio

13 abr 2026, 18:21 - atualizado em 13 abr 2026, 18:21
Juros selic copom fed
(Imagem: inkdrop)

A curva de juros futuros encerrou as negociações desta segunda-feira (13) sem direção única, com os vértices mais curtas em alta, enquanto os vencimentos de médio e longo prazos recuaram com expectativa de avanço nas negociações entre EUA e Irã.

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A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, subiu e fechou a 14,095% ante 13,060% do ajuste anterior.

Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, encerrou as negociações em alta, a 13,310% ante 13,380% do fechamento anterior.

A DI para janeiro de 2036, de longo prazo, terminou o dia a 13,425% ante 13,455% do fechamento da última sexta-feira (10).

Nos Estados Unidos, os rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, registraram queda.

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O yield do Treasury de dois anos – mais sensível a política monetária – terminou a 3,778% ante 3,801% do ajuste anterior. Já o retorno do título de dez anos – referência global para decisões de investimento – caiu a 4,293% ante 4,317% do fechamento anterior.

Expectativas de inflação

Por aqui, o mercado acompanhou as estimativas dos economistas ouvidos pelo Banco Central (BC), que ajustaram as projeções para a inflação brasileira pela quinta vez consecutiva, segundo o Boletim Focus.

As expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 aumentaram de 4,36% para 4,71%, fora da faixa de tolerância da meta para a inflação definida pelo BC.

LEIA MAIS: Economistas ajustam projeções e veem inflação acima da meta em 2026; veja o Focus

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Em reação, as taxas de DIs de curto prazo avançaram.

Expectativa de acordo renovada

No fim de semana, os representantes dos EUA e Irã não chegaram a um acordo nas negociações em Islamabad após 21 horas de conversas.

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que os iranianos se recusaram a interromper o desenvolvimento de armas nucleares. Já o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que os norte-americanos mudaram constantemente as demandas durante as negociações.

“As posições de negociação dos EUA e do Irã permanecem muito distantes, com divergências sobre o programa nuclear iraniano, a questão das reparações de guerra e o controle do estreito”, destacaram os analistas do UBS Wealth Management, em relatório divulgado nesta segunda-feira.

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O presidente norte-americano, Donald Trump, elevou as tensões ontem (12) ao ameaçar interromper completamente o fluxo no Estreito de Ormuz.

Segundo a Reuters, as Forças Armadas norte-americanas iniciaram o bloqueio aos navios que saem dos portos do Irã nesta segunda-feira. Em contrapartida, Teerã ameaçou retaliar os portos de seus vizinhos do Golfo.

Também no início da tarde de hoje, Trump afirmou que o Irã ‘quer muito’ chegar a um acordo com os EUA. A declaração animou os mercados, com a sinalização de continuidade nas negociações.

O cenário-base do UBS WM continua sendo que dois os lados têm incentivo para encontrar uma solução diplomática, “o que deve permitir que os investidores voltem gradualmente a focar nos fundamentos resilientes da economia e dos lucros”.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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