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Lojas Americanas e B2W: criação de plataforma multicanal trará vantagem competitiva, dizem analistas

09 dez 2019, 12:41 - atualizado em 09 dez 2019, 12:43
A Lojas Americanas anunciou o lançamento da Loja Digital, novo modelo com formato reduzido – aproximadamente 70 m² – focado em eletrônicos (Imagem: Renan Dantas/Equipe Money Times)

A integração dos negócios físico e online da Lojas Americanas (LAME4) e da B2W (BTOW3) em uma plataforma multicanal, anunciada durante o evento das duas empresas na sexta-feira (6), dará uma potente vantagem competitiva, disse o BTG Pactual (BPAC11).

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“A plataforma combina 1,6 mil lojas, 15 centros de distribuição (mais 7 até 2022), 38 milhões de clientes ativos 20 milhões de unidades de manutenção de estoque, 38 mil vendedores e 35 mil comerciantes (fora do ecossistema da B2W)”, destacaram os analistas Luiz Guanais e Gabriel Savi. “Isso trará tráfego, diversidade, frequência e uma base de dados mais rica”.

Revisão das estimativas

A Lojas Americanas apresentou uma estimativa de expansão de 40% entre 2019 e 2022. A B2W, por sua vez, espera dobras as vendas totais online (GMW) em três anos.

As projeções vieram acima das expectativas da XP Investimentos.

“O crescimento da Lojas Americanas se compara com a nossa estimativa de 31% no mesmo período, o que implica em um crescimento médio anual de cerca de 2,5 pontos percentuais menor do que aquele sugerido pelo plano da empresa”, ressaltou Pedro Fagundes, analista da corretora.

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A estimativa para a B2W é de 88% de expansão, o que também implica em uma taxa média de crescimento anual de aproximadamente 2,5 pontos percentuais menor do que aquela implícita no plano da companhia.

“Vale ressaltar que o grupo (Lojas Americanas e B2W) espera atingir 46 milhões de usuários ativos em 2022 (hoje em 38 milhões)”, complementou Fagundes.

Loja Digital e Ame Pro

A Lojas Americanas anunciou o lançamento da Loja Digital. O novo modelo terá formato reduzido – aproximadamente 70 m² – e foco em eletrônicos.

A Loja Digital poderá ser usada como ponto estratégico para a entrega de produtos vendidos online por meio dos serviços “last-mile” e “retirar na loja”.

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“Além de aumentar a integração multicanal em grandes centros (aspecto que, na nossa visão, a empresa vem explorando com mais força apenas nos últimos 12 meses), o novo formato também aumenta o potencial de novas aberturas em regiões de menor densidade populacional”, afirmou a XP.

Por parte da B2W, a novidade lançada durante o evento foi a Ame Pro, plataforma mobile que combina serviços de ponto de venda (PDV) e gestão integrada.

Recomendações

Americanas
A XP tem recomendação neutra para os papéis da Lojas Americanas e B2W, pois continua vendo um risco-retorno mais atrativo em outras ações de sua cobertura

A XP tem recomendação neutra para os papéis da Lojas Americanas e B2W, pois continua vendo um risco-retorno mais atrativo em outras ações de sua cobertura. Os preços-alvos são de, respectivamente, R$ 20 e R$ 57.

“Nas nossas estimativas, o múltiplo Preço/Lucro implícito em 2020 da operação física da Lojas Americanas está em 29 vezes (cerca de 20% acima da média da nossa cobertura de varejo, apesar do crescimento menor) e a B2W também já negocia em um múltiplo EV/GMV (vendas online totais) de 1,2 vezes no fim de 2020 (achamos que um patamar mais justo seja 1 vez)”, explicou Fagundes.

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O BTG ainda vê um sólido momentum a curto prazo, uma vez que algumas opcionalidades não estão inteiramente precificadas – como parceiros adicionais da Ame Digital, operações transfronteiriças e a potencial parceria com a BR Distribuidora (BRDT3) para o formato de conveniência.

A recomendação do banco é de compra para ambos os ativos, com preço-alvo em 12 meses de R$ 28 para a Lojas Americanas e de R$ 74 para a B2W.

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Editora-assistente
Formada em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atua como editora-assistente do Money Times há pouco mais de três anos cobrindo ações, finanças e investimentos. Antes do Money Times, era colaboradora na revista de Arquitetura, Urbanismo, Construção e Design de interiores Casa & Mercado.
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Formada em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atua como editora-assistente do Money Times há pouco mais de três anos cobrindo ações, finanças e investimentos. Antes do Money Times, era colaboradora na revista de Arquitetura, Urbanismo, Construção e Design de interiores Casa & Mercado.
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