Comprar ou vender?

Lojas Renner (LREN3): Itaú BBA eleva preço-alvo e recomenda compra, mas indica preferência por outro nome do setor

01 jun 2026, 14:29 - atualizado em 01 jun 2026, 14:29
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(Imagem: iStoock/Leila Melhado)

O Itaú BBA aumentou o preço-alvo para a Lojas Renner (LREN3) de R$ 16 para R$ 18, o que implica em uma valorização de aproximadamente 21%. O banco também elevou a recomendação da varejista para compra, sustentada por um bom retorno total ao investidor e revisões limitadas de risco de queda no curto prazo.

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A casa atualizou as estimativas após o primeiro trimestre de 2026 e recente visita ao Centro de Distribuição de Cabreúva, elevando as projeções de lucro líquido em 4% para 2026 e 2027.

Os analistas do BBA apontam que o retorno total ao acionista (TSR) anual seja de aproximadamente 16% ao ano nos próximos três anos e de aproximadamente 22% ao ano com o múltiplo-alvo da casa de aproximadamente 11 vezes, o que implica um rendimento de dividendos de aproximadamente 10% para 2026 com um pagamento de 100%, incluindo recompra de ações.

“Continuamos a ver a Lojas Renner muito mais como uma ação de valor/carry do que como uma história de crescimento, e o carry atual, com a empresa agora devolvendo mais caixa aos acionistas, a torna uma ação com potencial de valorização”, dizem os analistas.

Preferência por C&A

Apesar de manter a recomendação de compra para a Lojas Renner, o Itaú BBA ainda prefere a C&A (CEAB3).

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Os analistas pontuam que a varejista negocia abaixo de 6 vezes o preço sobre o lucro (P/L) de 2026, um desconto de mais de 30% em relação à Lojas Renner. Além disso, a C&A começa a superar novamente o mercado em termos de crescimento.

O fim da conhecida “taxa das blusinhas” representa um risco, no entanto, o BBA avalia que o “hype” em torno dos nomes asiáticos parece menor hoje quando comparado com dois anos atrás. Além disso, os analistas estimam que os impostos de importação permanecerão em torno de 20%.

A leitura da casa é que as empresas brasileiras estão mais preparadas para lidar com a situação.

“Paralelamente, a maioria das empresas asiáticas começou a terceirizar a produção localmente, portanto, não estamos convencidos de que estejam dispostas a retomar o foco em atividades transfronteiriças, dadas todas essas incertezas tributárias”, dizem os analistas.

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Risco para Lojas Renner

O Itaú BBA avalia que o desempenho do IDAT de vestuário é o principal risco para sua tese de compra.

“O setor de vestuário é totalmente dependente do momento das negociações. Atingir a meta de crescimento ainda parece um desafio, e os resultados do segundo trimestre serão cruciais para ganharmos confiança”, dizem os analistas.

Na visão da casa, a projeção de crescimento de 9% a 13% no varejo da Renner já parece ambiciosa para o primeiro ano: com um crescimento de 4% no primeiro trimestre e um segundo trimestre com desempenho semelhante, a empresa precisaria de um crescimento de dois dígitos no segundo semestre de 2026 para atingir o limite inferior da faixa.

O BBA destaca que o segundo trimestre de 2026 enfrenta a comparação mais difícil do ano. O terceiro trimestre também parece desafiador e, na avaliação da casa, tudo dependerá da dinâmica do quarto trimestre, o mais importante do ano e aquele que apresenta uma base de comparação relativamente mais favorável.

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“De longe, o maior risco para a nossa revisão da recomendação de compra é começar a ver um IDAT mais fraco a partir de agora, o que levaria, em última análise, a revisões para baixo dos lucros, e temos quase certeza de que as ações sofreriam independentemente da avaliação. Vamos acompanhar isso de perto”, diz o Itaú BBA.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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