Federal Reserve

Mercado prevê alta nos juros pelo Fed em janeiro de 2027, mas aposta por dezembro de 2026 ganha força com inflação elevada

15 maio 2026, 16:21 - atualizado em 15 maio 2026, 16:22
Federal Reserve Fed ata
(Foto: Reuters/Joshua Roberts)

A ferramenta FedWatch, do CME Group, passou a indicar nesta sexta-feira (15) uma elevação nos juros dos Estados Unidos pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) a partir de janeiro de 2027, ante expectativa de abril do próximo ano na véspera (14).

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Além disso, a aposta de aumento para a reunião de dezembro de 2026 subiu para 48,9%, enquanto 50,7% esperam manutenção dos juros no intervalo de 3,50% a 3,75%.

O movimento ocorre após o índice de preços ao consumidor (CPI, em inglês) e o índice de preços ao produtor (PPI, em inglês) divulgados nesta semana registrarem avanços relevantes em abril e terem máximas em três e quatro anos, respectivamente.

Além disso, os preços de importação e exportação atingiram níveis que não eram observados desde o último pico da inflação nos Estados Unidos, em 2022, ainda como efeito da pandemia e do início da guerra na Ucrânia. Na época, o Federal Reserve fez aumentos considerados agressivos nos juros, com quatro altas seguidas de 0,75 ponto percentual.

Nesta sexta-feira, o indicado do presidente Donald Trump e ex-governador do Federal Reserve, Kevin Warsh, assume como chair do banco central dos EUA, encerrando a liderança de Jerome Powell, que seguirá como diretor do Fed.

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Warsh já indicou que o BC pode reduzir as taxas de juros mesmo no atual cenário, com preços de energia e combustíveis pressionando a inflação.

No último encontro do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, em inglês), três integrantes foram contrários à votação para manter as taxas de referência inalteradas, por discordarem da comunicação sugerir que o próximo passo do Fed seria um corte nos juros.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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