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Construtoras operam em direções opostas após balanços do 1T26; veja quem se saiu melhor, segundo analistas

15 maio 2026, 14:36 - atualizado em 15 maio 2026, 14:36
construtoras construção civil (Imagem: JONGHO SHIN/istockphoto)
Construtoras operam em direções opostas na B3 após balanços do 1T26; veja quem se saiu melhor, segundo analistas (Imagem: JONGHO SHIN/istockphoto/Montagem Money Times)

As ações da Even e Helbor, incorporadoras voltadas ao segmento de média e alta renda, operam em direções opostas nesta sexta-feira (15) em reação aos balanços do primeiro trimestre de 2026 (1T26), publicados na noite anterior (14).

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Por volta das 14h (de Brasília), os papéis EVEN3 recuavam 1,8% na bolsa de valores, negociados a R$ 5,50, enquanto HBOR3 subia 3,2%, a R$ 2,25. O Ibovespa, principal índice da B3, caía 0,83% no mesmo horário.

O 1T26 da Even

Entre janeiro e março, a Even teve lucro líquido ajustado de R$ 47 milhões, uma queda de 42,2% em relação a igual intervalo de 2025.

A receita líquida, por sua vez, totalizou R$ 330,2 milhões, recuo de aproximadamente 2% na mesma base de comparação anual.

Em média, analistas esperavam lucro líquido de R$ 37,5 milhões e receita líquida de R$ 342,6 milhões, de acordo com previsões compiladas pela LSEG.

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Para o Safra, a incorporadora reportou números “neutros”, mas com algumas variáveis. Por um lado, o desempenho de vendas mais fraco levou a uma contração de 2% na receita em relação ao ano anterior.

Por outro, a empresa registou uma margem bruta ajustada de 35,6%, 4 pontos percentuais mais forte do que o esperado, e menores gastos com vendas, gerais e administrativo, o que ajudou a compensar o aumento de provisões.

Ainda assim, o banco apontou que uma maior carga fiscal e a participação dos acionistas minoritários pressionaram o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE), que ficou em 7%, queda anual de 4,5 pontos percentuais.

Além disso, a Even registou uma queima de caixa de R$ 56 milhões, contra a estimativa de R$ 86 milhões, impulsionada, segundo o Safra, por pagamentos mais elevados pela aquisição de terrenos, o que resultou numa alavancagem líquida de dívida sobre o capital próprio de 24,8%, alta de 13,6 pontos em um ano.

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“O desempenho de vendas mais fraco devido à ausência de lançamentos no trimestre pressionou o balanço da empresa, o que levou ao modesto ROE de 7%. Mantemos classificação neutra para as ações, considerando os níveis de estoque mais elevados, de 19 meses de vendas, e o pipeline de lançamentos de grandes empreendimentos num cenário macroeconômico mais desfavorável”, afirmou o banco.

O Itaú BBA, por sua vez, apontou, em relatório, que a incorporadora apresentou “resultados fracos em todos os aspectos”.

De acordo com a instituição, a receita líquida ficou 4% abaixo das projeções, enquanto as despesas operacionais ficaram 5% acima do previsto, principalmente devido a maiores provisões para contingências.

“A Even reportou números fracos, com o resultado líquido abaixo das nossas expectativas, queima de caixa e ROE ainda modesto de 7%”, disse o banco.

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“Embora o papel continue negociando a um valuation relativamente baixo, continuamos cautelosos em relação ao segmento de média e alta renda, em meio a um cenário mais desafiador e níveis de estoque ainda elevados em São Paulo. Por isso, mantemos a nossa recomendação market perform (neutra) para a ação”, prosseguiu.



O 1T26 da Helbor

Já a Helbor registrou, entre janeiro e março de 2026, um lucro líquido atribuível aos sócios controladores de R$ 1,9 milhão, queda de 74,5% frente a igual período de 2025.

No consolidado, o lucro da companhia totalizou R$ 24,2 milhões, recuo de 31,9% na mesma base de comparação.

A receita operacional líquida, por sua vez, somou R$ 346,6 milhões, um crescimento de 15,8% em relação ao 1T25 e de 11,5% frente ao 4T25, refletindo, de acordo com a empresa, mudanças no mix de vendas.

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Ainda assim, o Itaú BBA classificou os números como “fracos”. Segundo a casa, embora a receita líquida tenha ficado 45% acima das estimativas, as despesas operacionais pressionaram os resultados, principalmente devido ao aumento dos gastos gerais e administrativo.

“No geral, o lucro líquido totalizou quase R$ 2 milhões, contra a nossa estimativa de R$ 8 milhões, resultando num ROE anualizado de 1%”, afirmou o banco, destacando que o fluxo de caixa livre ficou aquém do esperado e que a alavancagem aumentou.

“A Helbor reportou uma queima de caixa de R$ 55 milhões no 1T26, pior do que a nossa projeção de R$ 8 milhões e contra a geração de caixa de R$ 7 milhões observada no 1T25”, prosseguiu.

Como resultado, a alavancagem da companhia aumentou para 67,2% do patrimônio líquido dos acionistas, avanço de 4,6 pontos percentuais na comparação anual.

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“O fraco desempenho dos lucros, aliado a um cenário macroeconômico desafiador, continua a sustentar a nossa postura cautelosa em relação às ações. Embora os papéis sejam negociados com desconto, acreditamos que a alavancagem ainda elevada (67%) e o baixo perfil de rentabilidade (1% de ROE anualizado no trimestre) justificam a manutenção da nossa recomendação market perform (neutra).”



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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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