Bolsas da Europa tombam 1% com frustração de encontro entre EUA e China e guerra no Irã
Os índices europeus fecharam em forte queda nesta sexta-feira (15) após a falta de anúncios concretos entre Estados Unidos e China gerar frustração nos mercados, além de novas declarações do presidente dos EUA acenderem um alerta para a guerra com o Irã.
O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações caiu 1,48%, aos 606,92 pontos.
Entre os principais índices, o DAX, de Frankfurt, tombou 2,07%, aos 23.950,57 pontos; o CAC 40, de Paris, teve perda de 1,60%, aos 7.952,55 pontos e; o índice FTSE 100, de Londres registrou queda de 1,71%, aos 10.195,37 pontos.
O que mexeu com os mercados europeus hoje?
Os investidores europeus reagiram negativamente à falta de avanços concretos nas negociações entre os líderes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping.
Trump reafirmou nesta sexta-feira que Xi apoia “fortemente” restrições nucleares ao Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz. O republicano acrescentou que a China comprará aviões e soja dos EUA, mas negou conversas sobre tarifas.
Do lado chinês, contudo, o ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, contradisse as declarações de que tarifas não haviam sido discutidas. Segundo ele, Pequim e Washington concordaram em ampliar o comércio bilateral “sob uma estrutura de redução tarifária recíproca”.
Além disso, Trump sinalizou que não é uma preocupação imediata para os EUA a continuidade do fechamento do Estreito de Ormuz e que sua paciência com o Irã está acabando, o que acendeu um sinal amarelo para os mercados e impulsionou as cotações do petróleo. O Brent para julho avança mais de 3% e se aproxima dos US$ 110.
Os alanços corporativos positivos e um rali das ações de semicondutores ajudaram nos ganhos desta semana, mas foram ofuscados por preocupações com o custo de vida, já que os preços da energia seguem elevados.
O índice de materiais da Europa liderou as quedas, caindo 5,1%, acompanhando os preços mais fracos dos metais, enquanto o setor de defesa recuou 3,6%, o pior desempenho semanal entre os setores individuais.
As empresas de semicondutores interromperam seu rali recente, com a ASML e a Aixtron caindo 4,4% e 6%, respectivamente.
A crise política no Reino Unido também seguiu no radar dos investidores e inspirou cautela na sessão desta sexta-feira. O premiê britânico, Keir Starmer, enfrenta mais uma disputa para se manter no cargo, após Andy Burnham abrir caminho para chegar ao Parlamento e à liderança do Partido Trabalhista.
*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters