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3tentos (TTEN3) reduz riscos e reconstrói confiança com o 1T26, dizem analistas

15 maio 2026, 15:01 - atualizado em 15 maio 2026, 15:01
3tentos tten3
(Foto: Pasquale Augusto/Money Times)

A 3tentos (TTEN3) entregou um primeiro trimestre de 2026 (1T26) acima das expectativas do mercado e reforçou a confiança dos analistas na tese de crescimento da companhia, segundo analistas.

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O destaque ficou para a forte expansão do Ebitda ajustado, que alcançou R$ 394 milhões, praticamente dobrando na comparação anual e superando amplamente as projeções das casas de análise. O desempenho foi impulsionado principalmente pelas divisões de Insumos Agrícolas e Trading de Grãos, além de margens consideradas robustas em praticamente todas as operações.

Para o BTG Pactual, o trimestre marcou uma virada de percepção após as preocupações levantadas no 4T25 com o aumento dos custos logísticos. O banco afirmou que os resultados “extremamente positivos” ajudam a reconstruir a confiança na trajetória de lucros da companhia e devem levar o mercado a revisar estimativas para cima.



A instituição destacou que a 3tentos entregou crescimento em todos os segmentos pela 29ª vez consecutiva, enquanto a margem Ebitda avançou 370 pontos-base na comparação anual. O BTG também chamou atenção para o avanço da operação no Mato Grosso, que vem ganhando participação relevante tanto no varejo quanto no trading de grãos, contribuindo para margens maiores.

Redução de riscos

A XP Investimentos seguiu linha semelhante e classificou o balanço como “um resultado que reduz riscos”. Segundo a corretora, o trimestre forte em todas as frentes deve provocar revisões positivas de lucro, além de diminuir preocupações do mercado em relação à sustentabilidade das margens e dos custos logísticos.

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Na avaliação da XP, uma das principais dúvidas do mercado era justamente o salto dos custos de frete observado no trimestre anterior. A queda sequencial dessa linha no 1T26 foi interpretada como um importante fator de redução de risco para o case. A corretora também ressaltou a execução consistente das operações de hedge e as margens acima do esperado no negócio de Trading.

Já o Safra classificou os resultados como sólidos e destacou que o Ebitda ajustado ficou 42% acima das projeções do banco e 40% acima do consenso do mercado. Para os analistas, o melhor mix geográfico, com maior participação do Mato Grosso, foi determinante para a forte expansão das margens da 3tentos.

O Safra ainda ressaltou a melhora sequencial das despesas logísticas e avaliou que os volumes robustos de fertilizantes, soja e milho sustentaram o avanço da receita.

Entre os pontos de atenção citados pelas casas, a nova planta de etanol de milho segue no radar. O BTG pondera que o guidance da companhia parece otimista, já que a unidade deverá operar apenas parcialmente em 2026. Ainda assim, o mercado espera contribuição gradual da planta já a partir do segundo trimestre.

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Apesar do aumento da dívida líquida no período, os analistas enxergaram o movimento como compatível com a sazonalidade do capital de giro e com o ciclo de expansão da companhia. A alavancagem permaneceu considerada controlada, sustentada pela forte geração operacional.

Após o resultado, BTG, XP e Safra reiteraram visão positiva para a companhia. O BTG manteve recomendação de compra e classificou a ação como sua principal escolha no agronegócio, com preço-alvo de R$ 26. XP reiterou compra, com preço-alvo de R$ 21,60, enquanto o Safra manteve recomendação outperform (compra), com preço-alvo de R$ 23.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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