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Mills (MILS3): Ações disparam 15% na bolsa após venda do controle para grupo francês

25 maio 2026, 11:46 - atualizado em 25 maio 2026, 11:52
Mills (MILS3) (Imagem: divulgação)
Mills (MILS3): Ações disparam 15% na bolsa após venda do controle para grupo francês (Imagem: divulgação)

As ações da Mills (MILS3), empresa que atua na locação de equipamentos para construção civil e indústrias, operam em forte alta nesta segunda-feira (25) após o anúncio de que os acionistas controladores da companhia firmaram um acordo para vender suas participações ao grupo francês Loxam.

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Por volta das 11h18 (horário de Brasília), os papéis subiam 15,4% na bolsa de valores, negociados a R$ 15,50, enquanto o Ibovespa, principal índice da B3, avançava cerca de 0,3%. Acompanhe o tempo real.



Adeus, B3

De acordo com o comunicado divulgado mais cedo, a companhia francesa comprará 50,3% da Mills, hoje sob o controle da família Nacht, do Southern Cross Group e da Sullair Argentina, por R$ 16 por ação.

O valor representava um prêmio de 22% em relação à cotação de fechamento dos papéis na última sexta-feira (22) e atribui à empresa um equity value de aproximadamente R$ 3,8 bilhões.

Com a compra do controle, o grupo francês ficará obrigado a lançar uma OPA (Oferta Pública de Aquisição) para os acionistas minoritários da Mills nas mesmas condições, conforme previsto na legislação e nas regras do Novo Mercado da B3.

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A operação, no entanto, ainda depende de aprovações regulatórias, incluindo o aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e outras condições usuais.

Impactos à vista

Para o BTG Pactual, a Loxam está pagando um múltiplo de cerca de 5 vezes o EV/Ebitda estimado para 2026 da Mills, patamar considerado atrativo pela instituição.

Segundo a casa, a companhia brasileira — listada na B3 desde 2010 — possui histórico consistente e lucrativo de fusões e aquisições (M&A) e vinha apresentando forte crescimento de lucros em suas operações, mesmo negociando a um valuation descontado em relação aos pares.

O banco avaliou também que o preço oferecido tende a sustentar a reação positiva do mercado, já que está acima das médias de negociação recentes da empresa.

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Além disso, o BTG pontuou que o valor da oferta, de R$ 16 por papel, será corrigido por 70% do CDI a partir do 31º dia contado ​desta segunda-feira (25) até o efetivo fechamento da operação.

Os números da Mills

A Mills reportou receita líquida de R$ 461,2 milhões no primeiro trimestre de 2026 (1T26), alta de 11,8% frente aos R$ 412,4 milhões registrados em igual período de 2025.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou R$ 235,1 milhões, avanço de 13,8% na mesma base de comparação anual.

Em entrevista ao Money Times, que você pode conferir aqui, a CFO e diretora de RI, Renata Vaz, afirmou que o desempenho operacional foi impulsionado pela evolução do modelo de negócios da companhia, que está cada vez mais baseado em contratos de locação de longo prazo e diversificação do portfólio.

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No caso do lucro líquido, a small cap reportou um salto de aproximadamente 190% em um ano: de R$ 67,9 milhões, no 1T25, para R$ 197 milhões, no 1T26.

A estratégia da Mills

Tradicionalmente focada na locação de plataformas elevatórias — equipamentos utilizados para trabalho em altura em setores como construção e indústria —, a Mills vem ampliando sua atuação.

“Plataforma elevatória é um mercado endereçável pequeno e a gente já tem um market share relevante. Então, para continuar crescendo como companhia, é mais difícil vindo só desse produto”, disse a CFO à reportagem.

Em meio a esse cenário, a empresa adicionou, recentemente, duas novas frentes de negócio em seu catálogo: linha amarela e empilhadeiras.

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A linha amarela, lançada pela small cap em 2022, envolve a locação de máquinas pesadas, como escavadeiras, pás carregadeiras e tratores, voltadas a setores como infraestrutura, agro e mineração.

Já a operação de empilhadeiras, iniciada no meio de 2024, foca na movimentação de cargas, com forte presença no segmento logístico.

De acordo com Vaz, o objetivo é fazer com que essas duas unidades ganhem cada vez mais espaço nos resultados trimestrais, ampliando o mercado endereçável da companhia e contribuindo para o crescimento da receita e do Ebitda – como ocorreu no 1T26.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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