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Minerva (BEEF3): Preços de exportação mais fracos devem pesar no 4T23, vê Santander

12 fev 2024, 15:00 - atualizado em 09 fev 2024, 16:52
minerva beef3
No mercado interno, o Santander espera uma forte procura e uma melhoria marginal dos preços, refletindo o gado mais caro no período (Imagem: Minerva Foods)

No dia 6 de março, a Minerva (BEEF3) divulga seus resultados referentes ao quarto trimestre de 2023 (4T23).

Na visão do Santandera expectativa é de que os resultados venham aquém das expectativas do mercado. A projeção do banco para o Ebitda, de R$ 724 milhões, está 9% abaixo do consenso da VisibleAlpha.

Para a instituição, os resultados serão impactados pela alta dos preços no Brasil e preços de exportação fracos em reais, apesar dos fortes volumes.

O Santander mantém sua recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 8 para o papel em meio à potencial desaceleração do ciclo pecuário brasileiro em 2025, juntamente com os baixos preços de exportação e a falta de visibilidade sobre o momento da aprovação do acordo com a Marfrig (MRFG3), o que reduz a visibilidade dos lucros.

Preços mais altos do gado devem afetar rentabilidade de BEEF3

O banco prevê que a divisão brasileira apresentará compressão de margem sequencial, afetada por:

  1. aumento trimestral de 5% nos preços do gado (média de R$ 240/15kg); e
  2. preços de exportação de carne bovina praticamente estáveis em reais.

Por outro lado, os dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) indicam fortes volumes de exportação para o 4T23. Quanto ao mercado interno, o Santander espera uma forte procura e uma melhoria marginal dos preços, refletindo o gado mais caro no período, embora as margens possam comprimir trimestre a trimestre.

Já na América do Sul, os ciclos do gado parecem estar melhorando no Paraguai e Uruguai, apesar do cenário ainda fraco para os preços de exportação.

A perspectiva otimista para a Minerva nos dois países se dá pela melhoria da disponibilidade, o que se traduz em:

  1. maior produção de carne bovina;
  2. recuperação dos volumes de exportação; e
  3. preços estáveis do gado.

Por outro lado, as operações da Argentina continuam atrasadas, devido a:

  1. taxas cambiais voláteis durante o trimestre; e
  2. incertezas sobre o ambiente macro e seus efeitos contra-cíclicos no ciclo do gado.

Repórter no Agro Times
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Agro Times desde março de 2023. Antes do Money Times, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural, onde atuou como editor do Rural Notícias, programa de TV diário dedicado à cobertura do agronegócio. Por lá, participou da produção e reportagem do Projeto Soja Brasil, que cobre o ciclo da oleaginosa do plantio à colheita, e do Agro em Campo, programa exibido durante a Copa do Mundo do Catar e que buscava mostrar as conexões entre o futebol e o agronegócio.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Agro Times desde março de 2023. Antes do Money Times, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural, onde atuou como editor do Rural Notícias, programa de TV diário dedicado à cobertura do agronegócio. Por lá, participou da produção e reportagem do Projeto Soja Brasil, que cobre o ciclo da oleaginosa do plantio à colheita, e do Agro em Campo, programa exibido durante a Copa do Mundo do Catar e que buscava mostrar as conexões entre o futebol e o agronegócio.
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