Educação

YDUQ3, COGN3, VTRU3 e ANIM3: Nova regulação dá seus primeiros sinais nos resultados de Educação; veja quem perde e quem ganha

27 abr 2026, 15:12 - atualizado em 27 abr 2026, 15:12
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(Imagem: Shutterstuck)

O primeiro trimestre de 2026 deve ser positivo para o setor de Educação, analisa o BTG Pactual.

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Segundo o banco, o crescimento deve ser impulsionado pelo ciclo de captação e rematrículas, aumentando o processo de desalavancagem das empresas do setor.

O 1T26 também será relevante para o segmento, pois deve trazer os primeiros reflexos de novas regulamentações, como a restrição de alguns cursos em determinados formatos. É o caso da limitação de enfermagem e licenciaturas online, exemplifica o relatório.

“No consolidado, esperamos crescimento de aproximadamente 11% no comparativo anual (a/a) na receita líquida, atingindo R$ 7,6 bilhões, com EBITDA ajustado avançando aproximadamente 7% a/a, para R$ 2,7 bilhões”, disseram os analistas.

Eles ainda destacam que o movimento de maior conversão de caixa é comum no primeiro trimestre, criando a expectativa de números mais saudáveis. O BTG espera que a maioria das empresas mantenham esse movimento, gerando desalavancagens sequenciais.

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A nova regulamentação também pode trazer surpresas negativas para empresas com maior exposição a cursos EAD tradicionais, enquanto companhias com maiores investimentos em cursos premium e medicina devem ser menos afetados. Todavia, o BTG ressalta que o impacto não deve aparecer totalmente nos números do 1T26, pois “ainda são beneficiados por cohorts antigos”, como estudantes matriculados antes das mudanças”.

Para o BTG, os destaques da temporada de balanços devem ser Cogna (COGN3), Vitru Educação (VTRU3) e Ânima (ANIM3).

A expectativa para a Cogna é da criação de resultados sólidos neste trimestre, apesar de uma possível pressão sobre as margens na comparação anual. A captação da companhia deve se manter resiliente no segmento de graduação, com alta de 14% para cursos presenciais.

Para a Ânima, o destaque deve ser a desalavancagem, com geração de fluxo de caixa sólido. “Esperamos que a companhia apresente um EBITDA ajustado ex-IFRS16 de R$ 374 milhões, alta de 4% na comparação anual”, afirmam os analistas.

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“Os resultados devem refletir desempenho construtivo na Ânima Core”, completaram. O segmento Inspirali também deve sustentar bons resultados, beneficiados pela maturação gradual nas vagas de medicina.

O relatório ainda explorou o caso da Yduqs (YDUQ3), afirmando que “a captação deve ser mais fraca, mas o fluxo de caixa deve melhorar em comparação ao trimestre passado”. A projeção do EBTIDA é de R$526 milhões, crescimento de 2% em relação ao 4T25.

O segmento premium deve impulsionar os resultados da empresa, mas as tendências de captação, especialmente EAD, devem pressionar o balanço final.

*Com supervisão de Juliana Américo

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
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