Mini índice busca os 171 mil pontos se romper resistência dos 170 mil, avalia BTG; mini dólar mantém viés de alta
O mini índice (WINV26) fechou o pregão de terça-feira (18) em queda de 0,27%, aos 169.510 pontos. Segundo relatório de análise técnica do BTG Pactual, divulgado nesta quarta-feira (19), o contrato ainda encontra obstáculos para reverter a trajetória de baixa observada nas últimas semanas.
Na avaliação dos analistas Lucas Costa e Gabriela Sporch, a região dos 170.044 pontos é uma resistência importante para o ativo. O mini índice também encontra uma barreira nos 169.774 pontos, nível correspondente à média de 21 períodos no gráfico de 60 minutos.
O BTG destaca que o contrato permanece abaixo das médias móveis de 21 e 50 períodos, que passam a funcionar como resistências dinâmicas. O cenário reforça a deterioração estrutural observada no médio prazo.
O IFR está em 46, em região considerada neutra, sem indicar esgotamento imediato do movimento vendedor.
Para Costa e Sporch, um rompimento dos 170.044 pontos poderia melhorar a configuração do ativo e abrir caminho para os 171.205 pontos. Na sequência, o mini índice teria como referências as regiões de 172.055 e 172.900 pontos.
Caso não consiga superar essa resistência, porém, o cenário de baixa tende a continuar predominando. Nesse caso, o suporte de 167.650 pontos passa a ser o principal nível de atenção.
Mini dólar
Já o mini dólar (WDOU26) encerrou o pregão com alta de 0,15%, aos 5.230 pontos, mantendo uma configuração mais favorável aos compradores no curto prazo, segundo o BTG.
De acordo com os analistas, o contrato vem formando topos e fundos ascendentes no gráfico de 60 minutos e permanece acima das principais médias móveis. A média de 21 períodos, em 5.224,50 pontos, aparece como suporte imediato, enquanto a média de 50 períodos, em 5.217,50 pontos, reforça essa região de sustentação.
O IFR está em 54, também em território neutro, sem sinalizar, por enquanto, esgotamento do movimento comprador.
O banco avalia que a manutenção do mini dólar acima dos 5.224,50 pontos pode favorecer uma nova tentativa de teste da máxima recente, próxima dos 5.260 pontos.
Se superar esse nível, o contrato passa a ter como próximas referências as regiões de 5.282,50, 5.308,50 e 5.334,50 pontos. Já uma perda dos 5.204 pontos poderia enfraquecer o movimento comprador e levar o ativo aos suportes de 5.177,50 e 5.151,50 pontos.
*Sob supervisão de Juliana Américo