O que esperar da C&A (CEAB3)? Citi avista trimestre fraco e cita três fatores para isso; ações caem
A C&A (CEAB3) deve reportar um terceiro trimestre mais fraco, impactado por reformas e despesas operacionais não recorrentes, embora com tendências aparentemente em trajetória de melhora, diz o Citi rem relatório, após conversa com o diretor financeiro da varejista, Laurence Gomes.
De acordo com a equipe de analistas do banco gringo, a administração reiterou as mensagens apresentadas na conferência de resultados do segundo trimestre, incluindo tendências de vendas mais fracas no período de julho a setembro e pressão decorrente da reforma de 18 lojas durante o trimestre.
Soma-se a continuidade do fim da categoria de telefones celulares e ventos contrários temporárias nas despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A) relacionados aos investimentos de marketing do Rock in Rio, além dos eventos comemorativos do 50º aniversário da companhia.
No pregão desta quinta-feira (8), as ações da companhia operam na ponta negativa do Ibovespa (IBOV). Por volta de 12h55 (horário de Brasília), as ações CEAB3 caíam 1,91%, cotadas a R$ 12,31. Acompanhe o tempo real.
Do lado positivo, a administração destacou que as tendências observadas em setembro melhoraram em relação ao período aparentemente mais fraco de julho e agosto e demonstrou confiança na manutenção da margem bruta, apesar do ambiente promocional persistentemente desafiador, dizem os analistas.
“A discussão reforçou nossa visão mais cautelosa para os resultados no terceiro trimestre de 2026 como um todo. O quarto trimestre ainda precisa ser observado, mas os comentários da administração sugerem um ambiente mais normalizado”, afirma o Citi.
O banco tem recomendação de compra para CEAB3, com preço-alvo de R$ 16.
A companhia divulga os números do terceiro trimestre em
Perspectivas para a C&A
Os analistas do Citi pontuam que a normalização dos estoques da C&A iniciou no terceiro trimestre, apesar da entrada das coleções de verão, e deverá contribuir de forma mais relevante para o fluxo de caixa livre (FCF) no 4T26.
Até o quarto trimestre, a expectativa é de que todas as 18 lojas reformadas estejam novamente em plena operação. A administração não indicou nenhuma atividade relevante de reforma para o trimestre e observou que a descontinuação da categoria de telefones celulares deverá estar amplamente concluída.
As reformas de lojas normalmente duram pelo menos três meses. Embora as lojas permaneçam abertas durante o período de reforma, o sortimento de produtos e o fluxo de clientes são afetados, diz o banco. As vendas das lojas em reforma costumam ficar entre 10% e 15% abaixo do normal durante esse período.
“A administração destacou ainda que o ambiente competitivo permanece intenso, com os varejistas dando grande ênfase a preços e volumes. No entanto, não observa comportamento promocional irracional nem problemas generalizados relacionados a estoques em todo o setor”, dizem os analistas.
Neste cenário, o C&A Pay continua apoiando o crescimento das vendas, com a qualidade da carteira permanecendo saudável, as taxas de aprovação estáveis e os critérios de concessão de crédito ainda relativamente conservadores.