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O que esperar da C&A (CEAB3)? Citi avista trimestre fraco e cita três fatores para isso; ações caem

08 out 2026, 13:02
C&A
(Imagem: BalkansCat/iStock)

A C&A (CEAB3) deve reportar um terceiro trimestre mais fraco, impactado por reformas e despesas operacionais não recorrentes, embora com tendências aparentemente em trajetória de melhora, diz o Citi rem relatório, após conversa com o diretor financeiro da varejista, Laurence Gomes.

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De acordo com a equipe de analistas do banco gringo, a administração reiterou as mensagens apresentadas na conferência de resultados do segundo trimestre, incluindo tendências de vendas mais fracas no período de julho a setembro e pressão decorrente da reforma de 18 lojas durante o trimestre.

Soma-se a continuidade do fim da categoria de telefones celulares e ventos contrários temporárias nas despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A) relacionados aos investimentos de marketing do Rock in Rio, além dos eventos comemorativos do 50º aniversário da companhia.

No pregão desta quinta-feira (8), as ações da companhia operam na ponta negativa do Ibovespa (IBOV). Por volta de 12h55 (horário de Brasília), as ações CEAB3 caíam 1,91%, cotadas a R$ 12,31. Acompanhe o tempo real.



Do lado positivo, a administração destacou que as tendências observadas em setembro melhoraram em relação ao período aparentemente mais fraco de julho e agosto e demonstrou confiança na manutenção da margem bruta, apesar do ambiente promocional persistentemente desafiador, dizem os analistas.

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“A discussão reforçou nossa visão mais cautelosa para os resultados no terceiro trimestre de 2026 como um todo. O quarto trimestre ainda precisa ser observado, mas os comentários da administração sugerem um ambiente mais normalizado”, afirma o Citi.

O banco tem recomendação de compra para CEAB3, com preço-alvo de R$ 16.

A companhia divulga os números do terceiro trimestre em

Perspectivas para a C&A

Os analistas do Citi pontuam que a normalização dos estoques da C&A iniciou no terceiro trimestre, apesar da entrada das coleções de verão, e deverá contribuir de forma mais relevante para o fluxo de caixa livre (FCF) no 4T26.

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Até o quarto trimestre, a expectativa é de que todas as 18 lojas reformadas estejam novamente em plena operação. A administração não indicou nenhuma atividade relevante de reforma para o trimestre e observou que a descontinuação da categoria de telefones celulares deverá estar amplamente concluída.

As reformas de lojas normalmente duram pelo menos três meses. Embora as lojas permaneçam abertas durante o período de reforma, o sortimento de produtos e o fluxo de clientes são afetados, diz o banco. As vendas das lojas em reforma costumam ficar entre 10% e 15% abaixo do normal durante esse período.

“A administração destacou ainda que o ambiente competitivo permanece intenso, com os varejistas dando grande ênfase a preços e volumes. No entanto, não observa comportamento promocional irracional nem problemas generalizados relacionados a estoques em todo o setor”, dizem os analistas.

Neste cenário, o C&A Pay continua apoiando o crescimento das vendas, com a qualidade da carteira permanecendo saudável, as taxas de aprovação estáveis e os critérios de concessão de crédito ainda relativamente conservadores.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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