Mercados

O que está mexendo com os mercados? Veja as principais notícias desta tarde

02 mar 2021, 13:04 - atualizado em 02 mar 2021, 13:04
Confira os principais destaques deste terça-feira (Imagem: REUTERS/Brendan McDermid)

1. Ibovespa recua com receios sobre mudança de política econômica do governo

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Ibovespa recuava nesta terça-feira, refletindo o desconforto de agentes financeiros que começam a enxergar mudança de política econômica do governo brasileiro, que elevou tributação sobre bancos e retirou subsídios de outros setores para financiar renúncia fiscal com medidas para os combustíveis.

Às 13h, o Ibovespa caía 1,17%, a 109.048,81 pontos. Na mínima, mais cedo, chegou a 107.319,15 pontos, mínima intradia desde novembro do ano passado. O volume financeiro somava 14,3 bilhões de reais.

“Pela primeira vez, começo a ficar desconfiado, desconfortável. Espero que parem por ai, mas os sinais são de que o liberalismo econômico ficou de lado e o populismo começa a ganhar o espaço na agenda”, afirmou o estrategista Dan Kawa, da TAG Investimentos, em comentários a clientes.

O presidente Jair Bolsonaro editou um decreto e uma medida provisória para reduzir a zero as alíquotas do PIS/Cofins incidentes sobre a comercialização e a importação do óleo diesel e do gás de cozinha.

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Parte da compensação pela redução dos tributos virá do aumento da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) de instituições financeiras como os bancos, alteração das regras de IPI para a compra de veículos por pessoas com deficiência e o encerramento do Regime Especial da Indústria Química (Reiq).

“A medida em si é fiscalmente correta, mas politicamente populista”, avaliou Kawa, acrescentando que não é à toa que o Ibovespa – com queda de 9% até o momento no acumulado do ano – é o pior índice da América Latina em 2021, mesmo a bolsa paulista atrativa se comparado aos padrões históricos.

O economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa, ainda destacou que as negociações para aprovação da PEC Emergencial no Congresso seguem com problemas, com maior probabilidade de fatiamento e aprovação inicialmente apenas da autorização para gastar mais com auxílio emergencial.

De pano de fundo, o Brasil também enfrenta o pior momento da pandemia de coronavírus, com o total de mortes pela doença no país chegando a 255.720 e o total de infecções confirmadas no país atingindo 10.587.001.

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Em Wall Street, o S&P 500 mostrava variações contidas após forte valorização na segunda-feira, com os investidores monitorando de perto o mercado de títulos e o progresso sobre a próxima rodada de estímulo fiscal.

2. PEC Emergencial irá direto ao plenário da Câmara, anuncia Lira

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), anunciou nesta terça-feira que a PEC Emergencial, quando aprovada pelo Senado, irá direto ao plenário da Câmara, sem a necessidade de passar por comissões da Casa.

Segundo o deputado, a definição foi acertada em reunião de líderes, de forma a garantir uma rápida votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e possibilitar o pagamento do auxílio emergencial ainda neste mês.

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O governo aguarda votação da PEC, que abre o caminho para a concessão da renda assistencial, para editar medida detalhando o valor da ajuda e o número de parcelas, mas já é pública a intenção de oferecer 250 reais por quatro meses.

A maioria dos líderes da Câmara dos Deputados manifestou apoio à tramitação especial – direto em plenário – da PEC Emergencial, como forma de garantir o pagamento do auxílio emergencial já em março”, publicou Lira no Twitter.

3. Diesel: Corte de R$ 0,33/litro por 2 meses é teste para suspensão definitiva

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira que a suspensão da cobrança do PIS/Cofins sobre o diesel por dois meses servirá para que o governo encontre formas de zerar em definitivo a cobrança de impostos federais sobre o combustível.

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“O que acontece: quando você zera imposto, pela Lei de Responsabilidade Fiscal tem que arranjar recurso em outro lugar. Então fizemos um limite, esses dois meses é um prazo para a gente estudar, para a gente ver como, de forma definitiva, a gente vai zerar os impostos federais”, disse Bolsonaro a apoiadores na saída do Palácio da Alvorada.

O governo publicou nesta terça o decreto com a suspensão da cobrança do PIS/Cofins sobre o diesel e uma medida provisória que sobe de 20 para 25% a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) dos bancos para financiar a suspensão.

De acordo com dados do Ministério da Economia, eram cobrados 33 centavos de real do PIS/Cofins a cada litro de diesel vendido. Cada centavo de imposto representa, segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, 575 milhões em impostos arrecadados.

O governo também zerou, desde ontem, a cobrança do PIS/Cofins do gás de cozinha. Segundo o governo, a diminuição da carga tributária com essas desonerações será de 3,67 bilhões de reais em 2021. Para 2022 e 2023, a redução será de 922,06 milhões de reais e 945,11 milhões de reais, respectivamente.

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4. Fauci diz que EUA devem se ater a estratégia de duas doses de vacinas da Pfizer e da Moderna

Os Estados Unidos devem se ater a uma estratégia de duas doses para as vacinas contra Covid-19 da Pfizer/BioNTech e da Moderna, disse o doutor Anthony Fauci, o principal especialista em doenças infecciosas do país, ao jornal Washington Post.

Fauci disse que adiar uma segunda dose para inocular mais norte-americanos cria riscos.

Ele alertou que mudar para uma estratégia de uma única dose das vacinas poderia deixar as pessoas menos protegidas, permitir que variantes se disseminem e possivelmente aumentar o ceticismo dos norte-americanos já hesitantes para tomar a vacina.

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“Existem riscos dos dois lados”, disse Fauci, segundo uma reportagem do Washington Post publicada na noite de segunda-feira.

“Estamos dizendo às pessoas que (duas doses) é o que deveriam fazer… e depois dizemos ‘opa, mudamos de ideia?’”, disse Fauci. “Acho que isso seria um ruído na comunicação, para dizer o mínimo.”

Ele acrescentou que conversou na segunda-feira com autoridades de saúde do Reino Unido que optaram por adiar as segundas doses por priorizarem dar às pessoas mais doses mais rapidamente. Fauci disse que esta estratégia não faria sentido nos EUA.

Ele disse que a ciência não justifica o adiamento de uma segunda dose destas vacinas, citando pesquisas segundo as quais um regime de duas doses cria proteção suficiente para ajudar a conter variantes do coronavírus que são mais transmissíveis, enquanto uma única dose poderia sujeitar os norte-americanos ao risco de variantes como aquela detectada na África do Sul.

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“Não se sabe o quão durável esta proteção é”, explicou.

No domingo, Fauci disse que está incentivando seus compatriotas a aceitarem qualquer uma das vacinas contra Covid-19 disponíveis, incluindo a recém-aprovada da Johnson & Johnson.

5. BCE tem flexibilidade para contornar alta indesejada dos rendimentos

Banco Central Europeu tem flexibilidade para conter qualquer aumento indesejado nos rendimentos dos títulos, disse o vice-presidente da instituição, Luis de Guindos, a um jornal português depois que várias autoridades pediram ao banco que agisse.

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“Teremos que ver se este aumento dos rendimentos nominais terá um impacto negativo nas condições de financiamento”, disse de Guindos ao Público nesta terça-feira.

“Se chegarmos à conclusão de que sim, então estamos totalmente abertos a recalibrar nosso programa, incluindo o envelope de nosso Programa de Compra de Emergência Pandêmica, se necessário”, acrescentou. “Temos espaço para manobra e munição.”

O BCE pode elevar suas projeções de inflação para 2021 em sua reunião de política monetária na próxima semana, mas grande parte do salto deste ano será temporário, então o banco não está muito preocupado com a alta dos preços no curto prazo, acrescentou de Guindos.

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