Na véspera, o BC surpreendeu parte dos analistas ao elevar a Selic em 0,75 ponto percentual, para 2,75% ao ano, na primeira alta de juros em cerca de seis anos.
Ainda assim, o falou em “processo de normalização parcial” da política monetária, sugerindo que a taxa não subirá a ponto de zerar o estímulo monetário neste ano.
3. Fator Lula faz centrão aumentar “custo” de apoio a Bolsonaro
A possível entrada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na corrida ao Palácio do Planalto no próximo ano fez com que aliados do presidente Jair Bolsonaro no centrão aumentassem o custo do apoio ao atual chefe do Executivo, disseram fontes à Reuters nos últimos dias, sinalizando até que não descartam apoiar o petista na sucessão presidencial.
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Lula foi beneficiado na semana passada por uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin que anulou condenações e processos contra ele, restabelecendo os direitos políticos após ter sido barrado da disputa em 2018 — ainda não é uma determinação definitiva, ressalte-se.
Na primeira entrevista após a decisão do STF, Lula colocou-se como um antagonista de Bolsonaro, deixou em aberto a possibilidade de concorrer a um terceiro mandato e ainda sinalizou que iria buscar antigos aliados –muitos deles que agora apoiam o atual presidente.
O sinal mais evidente da mudança no humor dos aliados de Bolsonaro –embora ninguém vá fazer essa vinculação diretamente– se deu na pressão para a troca do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, homem de confiança do presidente, que passou a ser fritado abertamente pelo centrão.
Capitaneado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o grupo tentou emplacar a médica Ludhmila Hajjar para o lugar de Pazuello, argumentando que ela tinha “capacidade técnica e de diálogo político”. A fala ocorreu após Bolsonaro se reunir com a médica no Planalto.
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As declarações de Lira ocorreram quando o país passou a atravessar o pior momento da pandemia do coronavírus desde o início da crise sanitária e em meio a duras críticas quanto à ineficiência na atuação de Pazuello, alvo de investigações do Ministério Público e sob ameaça de ser alvo de uma CPI no Senado.
4. Em carta enviada a Bolsonaro há 20 dias, Biden defendeu cooperação em meio ambiente e pandemia
O Palácio do Planalto informou nesta quinta-feira que o presidente Jair Bolsonaro recebeu, em 26 de fevereiro, uma carta do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, na qual o norte-americano defende a cooperação entre os dois países no combate à pandemia e na área ambiental.
De acordo com a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), no texto, enviado em resposta aos cumprimentos de Bolsonaro por sua eleição, Biden afirma que “não há limites para o que o Brasil e os EUA podem conquistar juntos” e saudou a oportunidade para que Brasil e EUA unam esforços no enfrentamento aos desafios da pandemia e do meio ambiente.
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O presidente norte-americano disse ainda que seu governo estaria pronto para trabalhar em estreita colaboração com o governo brasileiro, segundo a Secom.
Apesar de ter sido enviada no dia 26 de fevereiro, de acordo com a Secom, o conteúdo só foi tornado público na manhã desta quinta, 20 dias depois do recebimento.
Na véspera, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em entrevista à CNN internacional, afirmou que gostaria de pedir a Biden uma reunião extraordinária do G20 para discutir vacinas contra a Covid-19 e pediu que o presidente norte-americano doe imunizantes que sobrarem na campanha de vacinação nos EUA ao Brasil ou a países mais pobres.
Lula também disse na entrevista que Biden é um “novo sopro para a democracia” e que não faz esse pedido para o governo brasileiro porque não acredita nele.
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Bolsonaro, apesar de ter enviado uma carta cumprimentando Biden pela eleição, foi um dos últimos presidentes do mundo a reconhecer a vitória do democrata e chegou a repetir, reiteradas vezes, alegações falsas de fraude na eleição presidencial norte-americana.
5. Morgan Stanley: criptoativos estão se tornando uma classe de ativos passível de investimento
Uma nota a investidores recém-publicada pela unidade de gestão de riquezas do Morgan Stanley destaca argumentos a favor das criptomoedas como uma emergente classe de ativos passível de investimento.
Lisa Shalett e Denny Galindo, os autores da nota, enfatizam que sua determinação é cautelosa, pois qualquer investimento em criptomoedas, como o bitcoin (BTC), é especulativo.
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Ainda assim, representa outro passo em uma perspectiva em constante mudança sobre a tecnologia aos olhos de Wall Street: da rejeição imediata à lenta adesão.
Para que oportunidades de investimento especulativo emerjam ao ponto de uma classe de ativos passível de investimento possa ter um papel na diversificação de portfólios de investimento exigem progresso transformacional tanto do lado da oferta como da demanda.
Com criptomoedas, acreditamos que esse limite está sendo atingido. Uma estrutura regulatória consolidada, liquidez aprofundada, disponibilidade de produtos e um crescente interesse de investidores — principalmente entre investidores institucionais — se fundiram.
Dentre as recomendações específicas em busca de mais informações aos possíveis investidores, os autores afirmam, no fim da nota, que “nossa recomendação é que investidores se eduquem e considerem como e se devem obter exposição a essa crescente classe de ativos em seu portfólio”.
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Em relação à maneira que essa exposição deve acontecer, o relatório do Morgan Stanley enfatiza, em sua síntese:
Assim como qualquer outra classe de ativos que ainda está em fase especulativa, existe uma variedade de riscos — alguns previsíveis, alguns identificáveis e outros ainda serão descobertos.
Tais características de risco limitam um aconselhamento prudente de obter exposição em pequenas posições de forma altamente diversificada, similar à forma de se aproximar do investimento de capital de risco.