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Oi (OIBR3): Justiça aprova publicação de edital para a venda da Oi Soluções; veja

28 abr 2026, 9:57 - atualizado em 28 abr 2026, 9:57
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(Imagem: REUTERS/Nacho Doce)

A Oi (OIBR3), em recuperação judicial, anunciou ao mercado a decisão da 7ª Vara Empresarial da Comarca do Rio de Janeiro que aprovou a publicação de edital para a venda da unidade produtiva isolada (UPI) Oi Soluções.

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Essa UPI é composta por ativos do Grupo Oi relativos à unidade de negócios B2B, que engloba, entre outros, a oferta de soluções de conectividade, serviços digitais e T.I. para clientes corporativos e do setor público, composta por sua base de clientes (contratos públicos e privados), estrutura operacional, receitas, custos e fornecedores.

O processo deve atrair as grandes operadoras de telecomunicações que também têm braços de TI, como Vivo, Claro e TIM, além de provedores regionais com atuação no setor.

Algumas dessas empresas já declararam publicamente que iriam avaliar uma potencial aquisição quando a Oi Soluções fosse levada a mercado.

A abertura de propostas fechadas deve acontecer em 17 de junho, às 15h.

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Um laudo avaliou a Oi Soluções em uma faixa entre R$ 1,27 bilhão e R$ 1,59 bilhão, com mediana de R$ 1,41 bilhão, o que corresponde a um múltiplo de 1,4 vez considerando o valor total da empresa perante sua receita líquida. A subsidiária tem receita estimada de R$ 987 milhões para 2026, de acordo com o laudo.

A venda da Oi Soluções já era prevista no plano de recuperação do grupo. Para isso, o ativo foi segregado em uma Unidade Produtiva Isolada (UPI), estrutura utilizada para a liquidação de ativos de empresas em recuperação judicial.

Recuperação judicial da Oi

No ano passado, a Oi chegou a ter sua falência decretada pela Justiça do Rio de Janeiro. No entanto, a desembargadora Mônica Maria Costa, da Primeira Câmara do Direito Privado do TJ-RJ, decidiu suspender os efeitos da decretação de falência, após a entrada dos bancos com recurso.

O Bradesco defendeu que a quebra da companhia de telecomunicações não era a medida mais benéfica para atender os credores e destacou que a falência não protegia os envolvidos, dada a relevância dos serviços prestados pela Oi.

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Já o Itaú colocou que a recuperação judicial deveria ser mantida, uma vez que a falência acarretaria prejuízos potencialmente mais graves aos credores e clientes.

No dia 13 de abril deste ano, a Justiça do Rio de Janeiro manteve a recuperação judicial da Oi (OIBR3) e prorrogou por mais 60 dias a suspensão do pagamento de obrigações extraconcursais, em uma tentativa de preservar o caixa da companhia e evitar colapso na prestação de serviços essenciais.

*Com Estadão Conteúdo

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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