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Oncoclínicas (ONCO3): Ações caem 5% após prejuízo mais que triplicar no 1T26; melhora ‘não acontecerá da noite para o dia’, diz CEO

15 maio 2026, 11:30 - atualizado em 15 maio 2026, 11:30
Carlos Gil CEO Oncoclínicas
Carlos Gil, CEO da Oncoclínicas (Imagem: Divulgação)

O primeiro trimestre de 2026 (1T26) foi particularmente desafiador para a Oncoclínicas (ONCO3), disse o CEO, Carlos Gil, logo na abertura da teleconferência sobre os resultados, realizada na manhã desta sexta-feira (15). O executivo reconhece o impacto da forte pressão operacional e financeira sobre a companhia e afirma que a situação não se reverterá da noite para o dia.

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A rede de tratamentos oncológicos reportou prejuízo líquido de R$ 438,7 milhões referente ao período de janeiro a março de 2026, mais do que triplicando o prejuízo de R$ 131,9 milhões registrado no mesmo período do ano passado.

“Enfrentamos um cenário complexo que exigiu administração rapidez na tomada de decisões e principalmente responsabilidade na condução das nossas operações”, disse Gil. De acordo com ele, a prioridade agora é preservar a continuidade assistencial e manter a sustentabilidade operacional no longo prazo.

A companhia colhe frutos amargos da pressão na liquidez, com efeitos temporários sobre determinadas operações especialmente no abastecimento de medicamentos.

“Este tema foi tratado com máxima prioridade e seriedade. Atuamos de forma ativa e coordenada para estabilizar as operações, minimizar os impactos assistenciais e acelerar a normalização dos atendimentos”, disse.

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Neste sentido, o CEO cita o acordo coma MAK e Lumina Capital para dar fôlego financeiro à companhia no valor entre R$ 100 milhões e R$ 150 milhões.

A injeção de dinheiro teve como objetivo viabilizar a aquisição de medicamentos pela companhia junto à OncoProd e preservar a geração de receitas de ambas as companhias e a continuidade de sua cadeia de fornecimento essencial.

“Tenho plena consciência de que o momento exige execução, consistência e maior racionalidade na alocação de capital. E é este exatamente nisso que estamos concentrados”, disse Gil.

De acordo com o CEO, as medidas implementadas ao longo dos últimos meses começam a construir uma base mais sustentável para a retomada orgânica do crescimento, da rentabilidade e do fortalecimento reputacional da companhia.

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“Reafirmo que esse processo não acontecerá da noite para o dia. Será conduzido com total transparência e responsabilidade, mantendo o mercado devidamente informado sobre avanços mais relevantes”, concluiu.

Por volta de 11h15 (horário de Brasília), as ações ONCO3 caíam 5,13%, cotadas a R$ 1,11. Acompanhe o tempo real.



O 1T26 da Oncoclínicas

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ficou negativo em R$ 49,2 milhões, com margem negativa de 4,2%.

De acordo com a companhia indicador foi diretamente impactado pela desalavancagem operacional do período, ocasionada pelo desabastecimento de medicamentos nas clínicas, cenário que começou a enfrentar durante o começo do mês de março e por provisionamentos contábeis ocorridos durante o trimestre.

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A rede de oncologia teve receita líquida de R$ 1,16 bilhão no período de janeiro a março, uma queda de 22,3% em comparação com o mesmo período em 2025. A companhia afirma que a dinâmica está relacionada ao volume de provisões de PCLD (provisão para créditos de liquidação duvidosa) durante o trimestre.

Ao final do trimestre, a dívida líquida financeira da companhia, somada às aquisições a pagar, atingiu R$ 3,26 bilhões.

A alavancagem financeira total, medida pela dívida financeira líquida mais aquisições a pagar sobre o Ebitda ajustado, ficou em 5,2 vezes ao fim do período de janeiro a março.

Vale lembrar que, em abril, a Oncoclínicas conseguiu waiver dos debenturistas para descumprimento de covenant financeiro e conseguiu na Justiça uma liminar que suspendeu por 60 dias os efeitos de vencimento antecipado de dívidas e a exigibilidade de obrigações financeiras.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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