Farmácias

‘Ozempic brasileiro’: Santander vê impacto positivo para Hypera (HYPE3) e farmácias

26 maio 2026, 16:33 - atualizado em 26 maio 2026, 16:33
caneta de medicamento à base de semaglutida
Caneta de medicamento à base de semaglutida (Foto: Unsplash)

A farmacêutica EMS anunciou nesta terça-feira (26) que planeja lançar o medicamento de semaglutida, com a queda da patente da Ozempic no final de março.

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A companhia já obteve o registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o remédio Ozivy, que deve ser colocado à venda no mercado em 30 dias, segundo a empresa. O preço ainda não foi definido.

Na avaliação do Santander, a aprovação do primeiro medicamento de semaglutida análogo ao Ozempic pode abrir caminho para novos registros de produtos com o princípio ativo, que já estão em análise na Anvisa – como no caso da Hypera (HYPE3).

“A aprovação do produto biossimilar da EMS representa um importante primeiro passo para a introdução de alternativas de medicamentos GLP-1, o que acreditamos poder ser positivo em termos de rentabilidade de caixa”, avaliam os analistas Caio Moscardini, Lucas Esteves e Eric Huang.

“Isso deve ser sustentado pelo aumento incremental de volumes gerado por esses produtos com preços mais baixos em relação aos medicamentos de marca vendidos sob prescrição, além do fato de que a categoria possui margens estruturalmente mais elevadas”, acrescentaram em relatório.

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Atualmente, seis produtos de semaglutida continuam em análise na Anvisa e o Santander espera que Hypera possa estar entre as próximas empresas a receber aprovação no curto e médio prazos.

Para a equipe, o mercado da semaglutida é um potencial vetor de alta para a empresa, mas não representa uma transformação estrutural (“game changer”) para a Hypera, já que a expectativa é de contribuição incremental de Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) de apenas 3% e 4% em 2027 e 2028, respectivamente.

Além disso, o trio de analistas do Santander avalia a notícia também como positiva para as redes de farmácia RD Saúde (RADL3) e Pague Menos (PGMN3).

“Embora esperemos impacto limitado no primeiro semestre, acreditamos que as farmácias possam se beneficiar gradualmente ao longo do segundo semestre, à medida que outros fabricantes obtenham aprovações e a disponibilidade de estoques aumente”, escreveram os analistas em relatório.

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Na visão do banco, essa dinâmica pode criar um efeito favorável de volume/mix para o setor, potencialmente levando a uma reação positiva das ações de RD Saúde e Pague Menos.

Apesar da notícia ‘positiva’, as ações do setor operam em queda, com a forte aversão ao risco doméstico. Por volta de 15h40 (horário de Brasília), HYPE3 tinha baixa de 2,61% (R$ 22,37), RADL3 caía 2,87% (R$ 17,95) e PGMN3 registrava recuo de 1,55% (R$ 4,44). Acompanhe o Tempo Real.

Ainda em relatório, o Santander reiterou a recomendação de compra para as ações da Hypera (HYPE3), RD Saúde (RADL3) e Pague Menos (PGMN3).

Confira as recomendações e preços-alvo para o fim de 2026:

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EmpresaRecomendaçãoPreço-alvoPotencial de valorização*
Hypera (HYPE3)CompraR$ 30,50+32,8%
RD Saúde (RADL3)CompraR$ 31,00+67,8%
Pague Menos (PGMN3)CompraR$ 8,00+77,4%
Fontes: Santander Reseach e B3

*potencial de valorização sobre o preço de fechamento da última segunda-feira (25)

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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