Petróleo avança com impasse no Oriente Médio e falta de acordo entre EUA e China
Os preços do petróleo encerraram a sessão desta sexta-feira (14) em alta e voltaram a ficar próximos dos US$ 110 com falas do presidente dos EUA indicando nova possível escalada do conflito, além da falta de avanços concretos no campo geopolítico entre Estados Unidos e China.
Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para julho avançaram 3,35%, a US$ 109,26 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho subiram 4,23%, a US$ 101,02 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.
O que impulsionou o petróleo?
A cotação do petróleo subiu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que sua paciência com o Irã está acabando e que não há grande preocupação com a continuidade do fechamento do Estreito de Ormuz pelos EUA.
Já a cúpula entre os líderes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, terminou sem avanços concretos, o que frustou as expectativas do mercado. O lado norte-americano e chinês trouxeram informações contraditórias.
Trump reafirmou que o líder chinês apoia “fortemente” restrições nucleares ao Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz. Segundo ele, Xi teria concordado em não enviar armamentos ao país persa.
Já Pequim informou que o presidente chinês disse que “a força não resolve problemas” e defendeu a continuidade das negociações, sem mencionar Ormuz.
Para analistas do ING, o foco do encontro entre Trump e Xi esteve voltado à tentativa de obter apoio chinês para encerrar a guerra no Irã, apesar de discutir outras questões.
“Daqui para frente, os gestos concretos terão mais peso do que as declarações. Avanços substanciais nas negociações sobre a guerra no Irã poderão indicar que houve mais progresso nos bastidores do que se imaginava”.
Em paralelo, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o processo de mediação conduzido pelo Paquistão está “em um caminho muito difícil”.
No radar, os Emirados Árabes Unidos tentaram, sem sucesso, convencer países vizinhos do Golfo Pérsico a articularem uma resposta militar conjunta aos ataques do Irã, segundo a Bloomberg.
*Com informações de Estadão Conteúdo