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Petróleo se recupera diante da incerteza sobre acordo de paz com o Irã e queda nos estoques

21 maio 2026, 5:31 - atualizado em 21 maio 2026, 5:31
Petróleo dólar opep+
(Foto: Reuters)

Os preços do petróleo voltaram a subir nesta quinta-feira (21), recuperando parte das perdas anteriores, enquanto investidores acompanhavam as negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã, ao mesmo tempo em que a restrição na oferta e a redução dos estoques nos EUA davam algum suporte ao mercado.

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Os contratos futuros do petróleo Brent avançavam 29 centavos, ou 0,28%, para US$ 105,30 por barril às 5h30 (horário de Brasília), enquanto os futuros do West Texas Intermediate (WTI) dos EUA subiam 44 centavos, ou 0,45%, para US$ 98,70.

Ambos os indicadores haviam caído mais de 5,6% nesta quarta-feira (20), atingindo o menor nível em mais de uma semana, depois que o presidente Donald Trump afirmou que as negociações com o Irã estavam em estágio final, mas também ameaçou novos ataques caso Teerã não aceitasse um acordo de paz.

“O mercado de petróleo continua excessivamente sensível às manchetes relacionadas ao Irã, com os participantes ainda depositando considerável esperança nos relatos de que as negociações entre os EUA e o Irã estão avançando”, disseram analistas do ING em nota divulgada nesta quinta-feira.

“Já estivemos nessa situação várias vezes antes, o que acabou levando à decepção”, acrescentaram, prevendo um preço médio do Brent de US$ 104 por barril no trimestre atual.

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O Irã alertou contra novos ataques e anunciou medidas reforçando seu controle sobre o estratégico Estreito de Ormuz, em grande parte fechado, embora antes da guerra ele fosse responsável pelo transporte de petróleo e gás natural liquefeito equivalentes a cerca de 20% do consumo global.

Nesta quarta-feira, o Irã anunciou uma nova “Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico”, afirmando que haverá uma “zona marítima controlada” no Estreito de Ormuz.

O Irã fechou efetivamente o estreito em resposta aos ataques dos EUA e de Israel que iniciaram a guerra em 28 de fevereiro. A maior parte dos combates cessou desde um cessar-fogo em abril, mas, enquanto o Irã limita o tráfego por Ormuz, os EUA mantêm um bloqueio à sua costa.

As perdas de oferta da importante região produtora do Oriente Médio devido à guerra forçaram países a recorrer rapidamente aos seus estoques comerciais e estratégicos, aumentando as preocupações com o esgotamento dessas reservas.

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A Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA) informou ontem que o país gastou quase 10 milhões de barris de petróleo de sua Reserva Estratégica de Petróleo na semana passada, registrando a maior redução já observada.

Reforçando o impacto das interrupções no fornecimento, os dados da EIA mostraram uma queda maior do que a esperada nos estoques de petróleo bruto dos EUA na semana passada.

“A redução nos estoques de petróleo dificultará que os preços permaneçam baixos”, afirmou Mingyu Gao, pesquisador-chefe de energia e produtos químicos da China Futures.

“Com o Estreito de Ormuz bloqueado, espera-se que os estoques globais de derivados refinados e petróleo bruto em terra caiam abaixo dos menores níveis registrados para esta época do ano nos últimos cinco anos até o fim de maio e o fim de junho.”

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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