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Petróleo sobe após EUA e Irã trocarem ataques, enquanto Israel avança no Líbano

01 jun 2026, 4:49 - atualizado em 01 jun 2026, 4:50
Petróleo EUA china
(Foto: Reuters/Eli Hartman)

Os preços do petróleo sobem acima de 3% nesta segunda-feira (1º), após Irã e Estados Unidos trocarem ataques e Israel ordenar que suas tropas avançassem ainda mais no Líbano em sua batalha contra o Hezbollah, grupo apoiado por Teerã.

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Os contratos futuros do petróleo bruto dos EUA avançavam US$ 3,05, ou 3,49%, para US$ 90,41 por barril às 4h48 (horário de Brasília). Os contratos futuros do Brent subiam US$ 2,87, ou 3,15%, para US$ 93,99 por barril.

Os confrontos, ocorridos após Washington sediar negociações de paz entre Israel e Líbano na sexta-feira (29), reduziram as esperanças de que os EUA e o Irã anunciassem em breve uma extensão do cessar-fogo entre eles, expectativa que havia levado o Brent e o WTI a encerrarem o último dia da semana passada com quedas de 1,8% e 1,7%, respectivamente.

Os Estados Unidos afirmaram neste domingo (31) que realizaram “ataques em legítima defesa” contra instalações de radar e centros de controle de drones em Goruk e na Ilha de Qeshm, no Irã, durante o fim de semana, em resposta ao que classificaram como ações “agressivas” de Teerã.



A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã informou nesta hoje que sua força aeroespacial atacou uma base aérea utilizada no que descreveu como um ataque americano a uma torre de telecomunicações na Ilha de Sirik.

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Decisão que não chega

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou no fim da semana passada que decidiria sobre uma proposta para estender o cessar-fogo anunciado no início de abril, dando aos negociadores mais tempo para buscar um fim permanente para a guerra e encontrar uma solução para a disputa subjacente sobre o programa nuclear iraniano.

Israel seria peça fundamental em qualquer acordo desse tipo, com o Irã afirmando repetidamente que o Hezbollah deve ser incluído. Os EUA propuseram um plano de “desescalada gradual”, segundo o qual o Hezbollah interromperia inicialmente os ataques contra Israel em troca de Israel se abster de ampliar a escalada em Beirute, informou um funcionário americano ontem.

As preocupações com minas navais no Estreito de Ormuz, uma rota essencial para o transporte de petróleo e gás, estão aumentando, escreveu o analista Tony Sycamore, da IG, em uma nota. Isso poderia retardar o processo de reabertura da hidrovia e significar que o alívio para o mercado de petróleo chegaria mais lentamente, mesmo após sua reabertura.

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“Mesmo que um acordo seja alcançado, ele não resultará em uma enxurrada de oferta”, afirmou Sycamore.

Um repórter do Axios informou em rede social, na sexta-feira, que o Irã havia lançado mais minas no estreito no início da semana, pouco depois de o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmar que novas tentativas de instalar minas violariam o cessar-fogo.

O Estreito de Ormuz é uma passagem por onde transita cerca de um quinto dos fluxos globais de petróleo e gás, e o Irã o mantém efetivamente fechado desde o início do conflito, desencadeado pelos ataques dos EUA e de Israel em 28 de fevereiro.

As preocupações com a oferta superaram os efeitos dos dados econômicos divulgados no fim de semana pela China, que mostraram uma atividade industrial estagnada. Isso reforçou os temores de que a segunda maior economia do mundo esteja perdendo fôlego, pressionada pela contração das exportações e pelos aumentos de custos.

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O Goldman Sachs afirmou que a fraca demanda por petróleo na China e na Europa representa um importante risco de baixa para sua previsão de preço do Brent no quarto trimestre, de US$ 90 por barril, e para sua projeção do WTI, de US$ 83 por barril. Ainda assim, interrupções no fornecimento do Oriente Médio podem continuar impulsionando os preços para cima.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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