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PetroRecôncavo (RECV3), Prio (PRIO3) e outras petroleiras avançam na B3 com novo impasse entre EUA e Irã

19 jun 2026, 12:07 - atualizado em 19 jun 2026, 12:07
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O petróleo Brent, referência para o mercado internacional, sobe mais de 1% após acusações de Trump contra o Irã e acordo entre EUA-China (Imagem: REUTERS/Sergio Moraes)

As ações das petroleiras operam na ponta positiva da bolsa brasileira nesta sexta-feira (19), em dia de liquidez limitada e aversão a risco no mercado internacional

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Por volta de 11h45 (horário de Brasília), PetroReconcavo (RECV3) figurava com a segunda maior alta do Ibovespa (IBOV) com ganho de 1,60%, a R$ 10,16.

Prio (PRIO3), embora mais exposta a preços de petróleo, por ter 100% da produção em óleo e menor nível de hedge, registrava avanço de 0,32%, a R$ 57,15, no mesmo horário. Brava Energia (BRAV3) operava estável a R$ 19,24.

Já os papéis da Petrobras (PETR3;PETR4), considerados um dos pesos-pesados do Ibovespa, operavam próximos da estabilidade.

As ações ordinárias PETR3 registravam estabilidade a R$ 43,13, e as preferenciais PETR4 subia 0,03%, a R$ 38,86 — sendo a ação mais negociada do mercado acionário doméstico, com mais de 13,6 mil negócios e giro financeiro de R$ 273 milhões, no mesmo horário.

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Escalada das tensões no Oriente Médio

A valorização das ações das petroleiras brasileiras deve-se à expectativa de uma escalada das tensões no Oriente Médio após o cancelamento das negociações entre Estados Unidos e Irã e do encontro de autoridades dos dois países na Suíça para a assinatura oficial do acordo de paz entre os dois países.

Entre os principais pontos, o acordo prevê o fim das hostilidades entre os dois países e a reabertura integral do Estreito de Ormuz.

Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, o fechamento do Estreito de Ormuz, controlado pelo Irã — sendo uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo —, segue como o principal ponto de atenção do mercado.

Cerca de um quinto do consumo global da commodity passa pelo ‘corredor’, que conecta grandes produtores do Oriente Médio — como Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Catar — aos mercados da Ásia, Europa e América do Norte.

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Nas contas de analistas, o acordo de paz entre Washington e Teerã deve liberar mais de 85 milhões de barris de petróleo retidos no Golfo do Oriente Médio para os mercados globais.

O acordo também inclui a derrubada das sanções dos EUA ao petróleo iraniano, o que aumentaria ainda mais a oferta.

Além do impasse nas negociações, os combates entre Israel e o Hezbollah no sul do Líbano se intensificaram durante a madrugada, com mais de 18 pessoas mortas em ataques israelenses e quatro soldados israelenses mortos em um dos ataques mais letais realizados pelo grupo apoiado pelo Irã durante esta guerra.

Teerã condenou os ataques israelenses ao Líbano e alertou sobre suas consequências para a paz e a segurança na região, afirmando que os Estados Unidos são diretamente responsáveis pela situação.

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Segundo a Reuters, após os ataques, Israel e o grupo armado libanês Hezbollah concordaram com um cessar-fogo que deve começar às 16h, horário local, desta sexta-feira.

Considerado um dos “termômetros” do mercado para medir o apetite e aversão a risco dos investidores, o petróleo opera em queda e caminha para um tombo de 9% na semana.

Por volta de 11h50, o contrato mais negociado do Brent, com vencimento para agosto, subia 0,20%, próximo a US$ 80,00 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.



Já no pregão eletrônico na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho registrava queda 0,59%, a US$ 76,13o barril.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
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