IPVA

Mais barato? O que diz a proposta que avançou na Câmara e altera cálculo do IPVA

10 jul 2026, 10:23 - atualizado em 10 jul 2026, 10:26
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Imagem: iStock.com/MD Shahjehan

Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada na Câmara dos Deputados pretende mudar a forma de cobrança do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) em todo o Brasil.

Atualmente, o IPVA é cobrado pelos estados com base no valor de mercado do veículo, medido pela Tabela Fipe, com alíquotas que variam entre 1% e 4%.

A proposta prevê que o imposto passe a considerar apenas o peso do automóvel.

IPVA também não poderá superar 1% do valor do veículo

A PEC, de autoria do deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP), também determina que o IPVA não poderá ultrapassar 1% do valor de venda do veículo.

Além disso, o texto autoriza que os estados concedam descontos para automóveis considerados menos poluentes.

Além da mudança tributária, a proposta impõe novos limites para despesas da máquina pública:

  • Publicidade: os gastos com propaganda institucional de todos os Poderes e do Ministério Público — abrangendo União, estados, Distrito Federal e municípios — ficam limitados a 0,1% da Receita Corrente Líquida. Também fica proibida a publicidade de caráter promocional ou pessoal.
  • Legislativo e tribunais de Contas: a despesa total desses órgãos — incluindo o Congresso Nacional, as Assembleias Legislativas estaduais, a Câmara Legislativa do Distrito Federal e os respectivos tribunais de Contas — não poderá ultrapassar 0,4% da Receita Corrente Líquida do respectivo ente federativo.

Se esses limites forem descumpridos, o órgão ficará proibido de criar novas despesas, conceder reajustes ou contratar pessoal até voltar aos limites estabelecidos.

Por que a mudança?

Segundo os autores, o modelo atual do IPVA é uma anomalia, pois taxa continuamente um bem que se desvaloriza ao longo do tempo.

Eles citam exemplos de países como Estados Unidos e Japão, onde a tributação considera critérios físicos, como o peso do veículo, e não seu preço.

CONTINUA DEPOIS DO CONTEÚDO PAN

Em relação aos gastos públicos, a justificativa afirma que há “inexistência de limite constitucional específico para as despesas do Poder Legislativo e dos tribunais de Contas”, o que permitiria um crescimento orçamentário “desconectado da realidade fiscal”.

Os próximos passos da proposta

A PEC 3/2026 seguirá para análise em uma comissão especial da Câmara dos Deputados.

Depois, precisará ser aprovada pelo colegiado antes de seguir para votação no Plenário da Casa, onde dependerá do apoio de, no mínimo, três quintos dos deputados, em dois turnos.

*Com informações da Agência Câmara de Notícias.

*Sob supervisão de Renan Dantas.

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Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero. Atualmente, estagia como redatora de notícias no Money Times e no Seu Dinheiro. Antes, trabalhou no site da Empiricus, onde cobriu empresas e investimentos.
Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero. Atualmente, estagia como redatora de notícias no Money Times e no Seu Dinheiro. Antes, trabalhou no site da Empiricus, onde cobriu empresas e investimentos.
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