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Raízen (RAIZ4) protocola pedido de recuperação extrajudicial para negociar dívidas de R$ 65 bi

11 mar 2026, 6:53 - atualizado em 11 mar 2026, 9:10
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(Imagem: Divulgação)

Raízen (RAIZ4), joint venture entre Cosan e Shell, entrou com pedido de recuperação extrajudicial para suspensão por 90 dias o pagamento de dívidas que somam cerca de R$ 65 bilhões. O pedido foi protocolado no Tribunal de Justiça de São Paulo na noite desta terça-feira (10).

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A medida permite que a empresa renegocie parte de suas obrigações diretamente com credores, fora da Justiça, em busca de mais prazo ou melhores condições de pagamento, evitando riscos mais graves, como a falência.

Segundo fato relevante enviado à CVM, a recuperação extrajudicial foi estruturada de forma consensual com os principais credores quirografários, que detêm mais de 47% das dívidas, um percentual suficiente para dar andamento ao processo e garantir apoio relevante à reestruturação.

A empresa tem até 90 dias para ampliar a adesão e homologar o plano.

O plano, porém, não abrange dívidas com clientes, fornecedores, revendedores e outros parceiros essenciais, cujos contratos seguem válidos e em execução normal.

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Entre as medidas previstas na reorganização financeira estão capitalização por acionistas, conversão de parte da dívida em participação acionária, substituição de créditos por novos títulos, reorganização societária e venda de ativos.

Ainda na terça-feira, a Moody’s rebaixou o rating corporativo da Raízen de “Caa1” para “Caa3”, com perspectiva negativa, refletindo o aumento do risco financeiro da companhia.

O pedido da Raízen é o maior atualmente em curso no Brasil e coincidiu com a entrada do GPA (PCAR3) em recuperação extrajudicial, buscando renegociar cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas.

Entenda a crise da Raízen

A decisão da Raízen ocorre após um período de pressão sobre suas contas, marcado pelo crescimento do endividamento e desafios operacionais.

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O grupo, que atua na produção de açúcar e etanol e na distribuição de combustíveis, viu sua dívida líquida subir para R$ 55,3 bilhões ao final de dezembro. O aumento é resultado de investimentos elevados, condições climáticas desfavoráveis e incêndios florestais que afetaram a colheita e reduziram os volumes de moagem.

Até o terceiro trimestre do ano fiscal 2025/26, a empresa acumulou prejuízo de R$ 15,6 bilhões, influenciado por um ajuste contábil de R$ 11 bilhões.

Executivos da companhia afirmaram, em  teleconferências recentes, que a estratégia atual busca retomar o foco nas atividades centrais — produção de açúcar e etanol e distribuição de combustíveis e lubrificantes — e reduzir operações e ativos considerados não essenciais.

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Jornalista formado pela Universidade Municipal de São Caetano, tem MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA/USP e pós-graduação em Gestão de Marketing pela ESPM. Tem mais de 25 anos de experiência em redações e comunicação corporativa, com atuação em Economia, Finanças, Agronegócio, Infraestrutura, Política e Cidades. Vive em Madrid desde 2021 e é colaborador do Money Times.
Jornalista formado pela Universidade Municipal de São Caetano, tem MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA/USP e pós-graduação em Gestão de Marketing pela ESPM. Tem mais de 25 anos de experiência em redações e comunicação corporativa, com atuação em Economia, Finanças, Agronegócio, Infraestrutura, Política e Cidades. Vive em Madrid desde 2021 e é colaborador do Money Times.
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