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RD Saúde (RADL3): Itaú BBA reduz preço-alvo, mas vê pessimismo com GLP-1 como exagerado

03 jul 2026, 11:33 - atualizado em 03 jul 2026, 11:33
(Imagem: divulgação/Raia Drogasil)

O Itaú BBA reduziu o preço-alvo para a RD Saúde (RADL3) de R$ 27 para R$ 20 ao fim de 2026 e manteve recomendação neutra (desempenho em linha com a média do mercado).

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Apesar da revisão, o banco avalia que o pessimismo atual dos investidores em relação aos medicamentos da classe GLP-1, usados no tratamento de diabetes e obesidade, parece exagerado.

A revisão incorpora os resultados do primeiro trimestre de 2026, juros mais elevados, e uma visão mais cautelosa sobre o mercado de GLP-1. Desde fevereiro, as ações da companhia acumulam queda de cerca de 40%.

Segundo o Itaú BBA, a percepção negativa do mercado decorre principalmente da estabilidade das vendas do Mounjaro, em torno de R$ 900 milhões por mês desde novembro de 2025, cenário atribuído ao crescimento do mercado informal. Além disso, a margem bruta dos produtos similares e genéricos ficou próxima de 20%, abaixo das expectativas anteriores, que superavam 30%.

Na avaliação dos analistas, no entanto, a reação do mercado foi excessiva. O banco destaca que as ações da RD Saúde voltaram a negociar próximas aos níveis anteriores ao avanço do mercado de GLP-1, com múltiplo preço/lucro entre 15 e 16 vezes para 2026, patamar que historicamente funcionou como piso para o papel.

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O Itaú BBA estima que os medicamentos GLP-1 representem cerca de 12% da receita da RD Saúde em 2026 e alcancem aproximadamente 19% em 2030. O banco acredita que a companhia continuará ganhando participação nesse segmento por atender consumidores de maior renda e possuir maior capacidade financeira para sustentar as vendas.

Catalisadores para a RD Saúde

Entre os potenciais catalisadores positivos, os analistas destacam uma fiscalização mais rígida da Anvisa sobre clínicas de manipulação. Segundo o relatório, cerca de metade do mercado de GLP-1 ainda está no mercado informal, participação que deve recuar para 43% até 2030.

Uma eventual migração desse consumo para o mercado formal poderia beneficiar significativamente as redes de farmácias, disse o BBA.

O banco também reconhece que o lucro bruto por unidade vendida diminuiu com a expansão dos medicamentos similares, que possuem tíquete médio menor.

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Ainda assim, avalia que parte desse efeito pode ser compensada por um aumento do volume de vendas e por uma melhora gradual das margens, impulsionada pelo avanço da concorrência entre fornecedores e pelo maior poder de negociação das farmácias.

Além disso, o lucro bruto por loja segue em expansão, com crescimento anual de 9,7% no primeiro trimestre de 2026, frisou ainda o BBA.

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Editor
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
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