Mercados

Genial vê dois cenários possíveis com reeleição de Lula e lista os ativos que podem ser beneficiados

26 out 2026, 11:06
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - Imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Contrário ao previsto, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito no segundo turno das eleições de 2026. Com base no primeiro turno e nas pesquisas eleitorais, esperava-se que Flávio Bolsonaro (PL) ganhasse a votação. No contexto não só de quebra de expectativa, mas de um menor ajuste fiscal previsto, o mercado reage negativamente no primeiro pregão após a definição.

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Para a Genial Investimentos, o real deve enfrentar pressão, os juros longos podem voltar a subir e a Bolsa brasileira deve perder parte da positividade observada antes do segundo turno.

Além disso, na visão da casa, após a reprecificação inicial dos mercados, há dois cenários para o futuro do país. Em um deles, a recessão econômica domina os mercados e, no outro, quem manda é o prêmio de risco.

Cenário 1: A recessão domina

No primeiro cenário, o crédito desacelera, o consumo perde força e a atividade econômica entra em um processo de enfraquecimento que pode levar à recessão. Deste modo, o Banco Central seria forçado a acelerar os cortes de juros para estimular a economia.

Nesse ambiente, a casa avalia que os principais beneficiados seriam os títulos prefixados e os papéis indexados à inflação. Em um segundo momento, ações ligadas à economia doméstica também poderiam se beneficiar da queda das taxas.

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Os sinais para acompanhar, segundo a Genial, são aumento do desemprego, inadimplência elevada, desaceleração da inflação de serviços e um Banco Central mais preocupado com a atividade econômica do que com as pressões inflacionárias.

Cenário 2: O prêmio de risco manda

No segundo cenário, o risco fiscal continua aumentando, elevando a percepção de risco do país. Como consequência, o real desvaloriza, a inflação ganha força por meio do câmbio e o Banco Central tem dificuldades para cortar os juros.

A Genial diz que esse é o ambiente típico de dominância fiscal, o risco fiscal passa a comandar os mercados, limitando a capacidade do Banco Central de estimular a economia por meio da redução dos juros.

Nesse contexto, os ativos mais beneficiados seriam aqueles voltados à preservação do patrimônio, como exposição a moeda forte e investimentos de curto prazo ligados à inflação.

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*Sob supervisão de Maria Carolina Abe

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Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero. Atualmente, estagia como redatora de notícias no Money Times e no Seu Dinheiro. Antes, trabalhou no site da Empiricus, onde cobriu empresas e investimentos.
Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero. Atualmente, estagia como redatora de notícias no Money Times e no Seu Dinheiro. Antes, trabalhou no site da Empiricus, onde cobriu empresas e investimentos.

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