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Solana (SOL) amplia receitas com RWAs, stablecoins e IA; ‘PIB da rede’ atinge US$ 342 milhões no 1T26

19 maio 2026, 15:58 - atualizado em 19 maio 2026, 15:59
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(Imagem: Unsplash/GuerrillaBuzz Blockchain PR Agency)

A empresa de análise on-chain Messari divulgou na última segunda-feira (18) um relatório sobre o desempenho da blockchain Solana (SOL) no primeiro trimestre de 2026 (1T26), com destaque para os ativos do mundo real (Real-World Assets ou RWAs, na sigla em inglês), stablecoins, criptomoedas pareadas ao dólar, e inteligência artificial (IA).

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O “PIB da rede”, que nada mais é do que a soma das receitas totais de aplicações da Solana, permaneceu praticamente estável na comparação trimestral, em US$ 342,2 milhões, enquanto a taxa de captura de receita das aplicações (App Revenue Capture Ratio, ou App RCR, que é a taxa de eficiência de como as aplicações descentralizadas geram receita) avançou de 379% para 382%, tornando a Solana uma plataforma forte para aplicativos construírem negócios sustentáveis.

Além disso, o valor total bloqueado (TVL, na sigla em inglês) em contratos de finanças descentralizadas (DeFi) caiu 22% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, para US$ 6,16 bilhões, com a contração sendo impulsionada principalmente pela queda de 33% no preço do SOL, e não necessariamente pela perda de usuários.

Veja a seguir os destaques do relatório:

RWAs na rede Solana (SOL)

A capitalização de mercado de ativos do mundo real (RWAs) na Solana cresceu 43% no 1T26 em comparação ao mesmo período do ano passado, alcançando US$ 2,01 bilhões.

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O impulso veio, em especial, do BUIDL, um fundo tokenizado do mercado dos Estados Unidos que investe em caixa e títulos do Tesouro americano de curto prazo.

O valor total do fundo subiu 106% no 1T26, com ganho de US$ 269,9 milhões, após a Anchorage Digital adicionar suporte de custódia na rede, abrangendo cerca de 81% de toda a oferta.

Entre os RWAs beneficiados, o PRIME (token de depósitos tokenizados na rede) se destaca com o maior aumento percentual, de 124%, atingindo US$ 361,2 milhões. Enquanto isso, o protocolo Onyc cresceu 101%, chegando a US$ 145,4 milhões.

O motivo foi a integração com o Kamino, um protocolo de finanças descentralizadas que permite o uso dos ativos como garantia na plataforma.

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Stablecoins crescem 473% e dominam a rede

O valor de mercado de stablecoins encerrou o 1T26 em US$ 14,85 bilhões, posicionando a Solana como a terceira maior entre todas as blockchains. A rede superou, por exemplo, a Ethereum, que registrou queda de 0,3% nesse período.

O USD1 — a stablecoin ligada à World Liberty Financial, empresa de tecnologia financeira ligada à família do presidente Donald Trump — registrou o maior crescimento percentual, de 473%, atingindo US$ 883,5 milhões e se tornando a quarta maior moeda em dólar da rede.

Vale ressaltar que, ao longo de 2025, os volumes desse tipo de moeda cresceram junto com a capitalização de mercado desses ativos. Em outras palavras, o capital na rede Solana está sendo usado de forma ativa.

Entretanto, o USDC, a maior stablecoin da rede, fechou o 1T26 em US$ 7,83 bilhões, uma queda de 21% em relação aos US$ 9,97 bilhões anteriores.

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Ainda assim, a Messari afirma que essas saídas “foram amplamente compensadas por entradas em outras moedas”. “O USDT manteve sua posição como a segunda maior moeda, com capitalização crescendo 34%”, exemplifica o relatório.

Inteligência artificial (IA) cresce na Solana (SOL)

No 1T26, a atividade de agentes de IA na rede evoluiu da fase de experimentação para a geração de resultados econômicos mensuráveis.

As taxas extremamente baixas da rede e sua capacidade de transação que chega a menos de um segundo continuaram atraindo aplicações nativas para máquinas, enquanto o protocolo de pagamentos x402 expandiu sua adoção entre diversos provedores de infraestrutura, segundo a Messari.

*Com supervisão de Renan Sousa

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Estagiário no Money Times e estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Foi trainee e repórter freelancer na Folha de S.Paulo.
Estagiário no Money Times e estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Foi trainee e repórter freelancer na Folha de S.Paulo.
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