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Taxas de DIs têm leve alta com Caged e notícias sobre Oriente Médio

28 maio 2026, 18:23 - atualizado em 28 maio 2026, 18:42
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(Imagem: M.phostock/ iSotck)

A curva de juros futuros encerrou as negociações desta quinta-feira (28) em leve alta em todos os vértices na contramão dos rendimentos dos títulos norte-americanos e desvalorização do dólar. Dados do mercado de trabalho também movimentaram a sessão.

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A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, fechou com alta de 3,5 pontos-base, a 14,100% ante 14,065% do ajuste anterior.

Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, encerrou as negociações em 13,885% ante 13,830% do fechamento anterior, alta de 5,5 pontos-base.

A DI para janeiro de 2036, de longo prazo, terminou o dia a 14,035% ante 13,985% do fechamento da última quarta-feira (27), ganho de 5 pontos-base.

O mercado de títulos do Tesouro norte-americano estenderam o movimento da sessão anterior e os Treasuries fecharam em queda.

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O yield do Treasury de dois anos – mais sensível à política monetária – terminou a 4,029% ante 4,033% do ajuste anterior.

Já o retorno do título de dez anos — referência para empréstimos imobiliários, financiamento de veículos e dívidas de cartão de crédito — caiu a 4,453%, ante 4,481% do fechamento da véspera.

O que mexeu com os DIs hoje?

O mercado de juros continuou a precificar um eventual acordo de paz no Oriente Médio.

O site Axios informou, pela manhã, que Estados Unidos e Irã chegaram a um acordo de extensão do cessar-fogo por 60 dias e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano, mas o presidente Donald Trump ainda precisa dar a aprovação final. A informação também foi noticiada pela Reuters.

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Já a agência de notícias iraniana Tasnim, citando uma fonte próxima à equipe de negociação, disse que o texto de um possível memorando de entendimento entre os dois países ainda não havia sido finalizado ou confirmado.

Os dados dividiram ainda as atenções. Nos Estados Unidos, o Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) dos Estados Unidos subiu 0,4% em abril.

No acumulado do ano, a inflação preferida do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) apontou para alta de 3,8% — acima da meta de 2% perseguida pelo banco central norte-americano. Os números vieram abaixo do consenso do mercado, que projetava alta mensal de 0,5% e anual de 3,9%.

Os dados reforçaram as apostas de elevação nos juros pelo Fed apenas em janeiro de 2027. Perto do fechamento, a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava 50,8% de chance de alta na taxa de juros norte-americana na primeira decisão de política monetária no próximo ano. A taxa referencial está na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.

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Por aqui, o mercado doméstico também reagiu a novos dados do mercado de trabalho. Pela manhã, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) mostrou que a taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,8% no trimestre até abril de 2026, ante 6,1% no trimestre encerrado em março.

Trata-se da menor taxa para um trimestre encerrado em abril na série histórica iniciada em 2012.

Já à tarde, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, apontou a abertura de 85.888 vagas formais de trabalho em abril de 2026, abaixo da mediana da pesquisa Projeções Broadcast – que indicava criação líquida de 211,1 mil vagas no período.

Em reação, “nos vértices mais curtos, para 2027 e 2028, a queda (das taxas) foi mais concentrada após o número do Caged”, comentou durante a tarde o economista-chefe da AZ Quest, André Muller. “Mas foi um movimento pontual. A trajetória para baixo hoje é por conta do cenário externo.” O movimento se inverteu no final da sessão.

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“Hoje a curva precifica um ciclo (de cortes da Selic) bastante curto, se você for pensar em termos históricos, devido a fatores como a inflação bastante pressionada e a taxa de desemprego ainda baixa”, disse Muller. “Isso faz com que a curva não precifique um movimento (de cortes) muito além da próxima reunião.”

Para a Selic, as opções de Copom negociadas na B3 precificavam 79,5% de probabilidade de novo corte de 25 pontos-base da Selic em junho, contra 15% de chance de manutenção da taxa básica em 14,50% e 4% de possibilidade de redução de 50 pontos-base. A data de referência é da última quarta-feira (27), dado consolidado mais recente.

*Com informações de Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
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