Usiminas (USIM5) salta até 9% com notícia de fechamento de capital no radar; veja detalhes
As ações da Usiminas (USIM5) estão entre os destaques positivos do Ibovespa (IBOV) no pregão desta segunda-feira (24). No pano de fundo, está a intenção de fechamento de capital da siderúrgica pela Ternium, segundo notícia da coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo.
Para concretizar a intenção, a companhia ítalo-argentina ainda precisa da aprovação dos acionistas minoritários da Usiminas.
Por volta de 16h15 (horário de Brasília), as ações USIM5 saltavam 7,94%, cotadas a R$ 7,07. Na máxima do dia, até esse horário, o avanço chegou a 9,47%. Acompanhe o tempo real.
Em 2023, a Ternium assinou acordo para comprar o controle da Usiminas. No final de 2025, o Grupo NSC, composto pela Nippon Steel e a Mitsubishi, firmou um contrato com a Ternium para se desfazer da sua participação na siderúrgica.
A Ternium e Nippon Steel passaram anos em desacordo sobre a gestão da Usiminas, um conflito que só foi solucionado em 2018, com um acordo que previa a alternância de indicações de cada grupo para a presidência-executiva da siderúrgica mineira.
Com o acordo, a Ternium comprou as 153.135.207 ações vinculadas ao acordo de acionistas detidas pelo Grupo NSC, que representam 31,67% do total das ações vinculadas e 21,71% do total de ações ordinárias.
À época, o Citi disse que o principal risco negativo para os acionistas minoritários no caso de fechamento de capital era a possibilidade de uma potencial deslistagem sem direito a tag-along, com uma possível ampliação da diferença de preços entre as ações ordinárias e preferenciais da Usiminas.
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As finanças da Usiminas
A Usiminas (USIM5) registrou lucro líquido de R$ 428 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), um salto de 236% na comparação com o mesmo período do ano passado e uma contração de 52% ante o primeiro trimestre.
O resultado ficou bem acima das expectativas, considerando que consenso reunido pela Bloomberg apontava para um lucro de R$ 281 milhões no período.
De acordo com a companhia, o recuo na comparação trimestral decorre, principalmente, do reconhecimento de créditos tributários diferidos no primeiro trimestre de 2026, ante apuração de perda no trimestre vigente, além da piora do resultado financeiro. Esses efeitos foram parcialmente compensados pelo melhor desempenho operacional.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da Usiminas, que mede o desempenho operacional, totalizou R$ 761 milhões no período, um avanço de 86% na comparação com o mesmo período em 2025.
A margem Ebitda ajustada avançou 6,2 pontos percentuais, chegando a 12% no segundo trimestre deste ano.
Já a receita líquida recuou 7% na comparação anual, para R$ 6,13 bilhões no período de abril a junho.
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