Wall Street

Wall Street avança com alívio dos Treasuries

02 set 2026, 17:12 - atualizado em 02 set 2026, 17:19
Operador na bolsa de Nova York 1º de junho de 2026. REUTERS/Brendan McDermid/Foto de arquivo / USN: KBN3T21FY/ ID: tag:reuters.com,2026:newsml_KBN3T21FY:1
(Imagem: iStock/KanawatTH)

Os índices de Wall Street encerraram o pregão desta quarta-feira (2) em alta diante do alívio nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries, interrompendo a sequência de três quedas.

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Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +0,56%, aos 53.061,95 pontos;
  • S&P 500: +0,46%, aos 7.666,60 pontos;
  • Nasdaq: +0,45%, aos 26.217,828 pontos.

O que impulsionou Wall Street hoje?

Após o rendimento do título do Tesouro dos EUA de 10 anos atingir seu maior nível desde novembro de 2023, os Treasuries inverteram o sinal e passaram a cair.

Apesar do alívio posterior, o movimento pressionou os títulos ao redor do mundo, com o rendimento no Reino Unido, na Alemanha e na França pressionados. Além disso, os títulos do governo de 10 anos negociado próximo às máximas das últimas décadas no Japão.

Quase todos os setores avançaram no pregão de hoje em Wall Street, com recuo apenas do segmento de real estate.

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Na geopolítica, seguem as tensões entre EUA e Irã. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou hoje que o Estreito de Ormuz está sob controle norte-americano e reiterou sua sugestão de mudar a via marítima.

Além disso, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que Washington continuará a pressionar o Irã.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, em inglês), por outro lado, disse nesta madrugada que as forças iranianas realizaram, simultaneamente, ataques às bases dos EUA no Kuwait, na Jordânia, no Bahrein, nos Emirados Árabes Unidos e no Iraque.

O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para novembro fechou com alta de 1,03%, a US$ 95,63 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Dados de emprego

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No front macro, o número de empregos no setor privado registrou desaceleração em agosto, segundo o Relatório Nacional de Emprego da ADP divulgado nesta quarta-feira.

O emprego no setor privado cresceu em 38 mil postos de trabalho no mês passado, após um aumento revisado para 46 mil em julho. Economistas consultados pela Reuters previam que o emprego no setor privado avançaria em 48 mil, após um aumento anteriormente divulgado de 44 mil em julho.

O mercado aguarda o relatório do payroll, acompanhado de perto pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos). A ferramenta Fed Watch, do CME Group, aponta alta nos juros já na reunião de setembro do Fed.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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