Wall Street avança de olho nas negociações entre EUA e China; S&P 500 e Nasdaq ultrapassam novos recordes
Os índices de Wall Street iniciaram o pregão no positivo, com o S&P 500 e o Nasdaq seguindo em trajetória de alta. O Dow Jones também retomou os 50.000 pontos, impulsionado pelo salto de 15% das ações da Cisco após balanço corporativo e anúncio de corte de 4 mil empregos pela companhia.
Confira o desempenho dos índices logo após a abertura das negociações:
- Dow Jones: +0,63%, aos 50.004,34 pontos;
- S&P 500: +0,34%, aos 7.469,81 pontos – no maior nível nominal histórico;
- Nasdaq: +0,30%, aos 26.481,46 pontos – no maior nível nominal histórico.
O que mexe com Wall Street hoje?
As negociações entre Estados Unidos e Irã passaram para o segundo plano, com o destaque entre os investidores sendo a viagem do presidente dos EUA, Donald Trump, à China.
Na véspera, as ações da Nvidia (NVDA) avançaram mais de 2% e a big tech alcançou os US$ 5,5 trilhões em valor de mercado. O CEO da companhia, Jensen Huang, faz parte da comitiva de Trump à China.
De acordo com a Reuters, os EUA autorizaram cerca de dez empresas chinesas a comprar o chip H200 da Nvidia. No entanto, nenhuma entrega foi feita ainda.
Uma das propostas do presidente norte-americano ao líder chinês, Xi Jinping, era abrir o mercado chinês para as companhias dos EUA. A ideia recebeu um aceno positivo de Pequim, o que impulsionou as ações da Boeing (+1%) nesta manhã.
Segundo o secretário do Tesouro norte-americano, Steve Bessent, em entrevista gravada à CNBC, é esperada uma encomenda de aviões da China para a Boeing.
Entre os tópicos da conversa dos líderes da China e dos EUA, também foi discutido o envio de armamentos para Taiwan, com Xi alertando que um desentendimento quanto a isso poderia levar as relações entre os dois países a um caminho perigoso e até mesmo a um conflito.
Além disso, Trump convidou o presidente chinês para uma visita à Casa Branca em 24 de setembro, durante um banquete de Estado em Pequim.
No front econômico, as vendas no varejo aumentaram 0,5% no mês passado, após um salto revisado para baixo de 1,6% em março, informou o Census Bureau do Departamento de Comércio nesta quinta-feira.
Economistas consultados pela Reuters previam que as vendas no varejo, que são, em sua maioria, mercadorias e não são ajustadas pela inflação, ganhariam 0,5%, depois de um aumento de 1,7% relatado anteriormente em março.
Já os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram em 12.000, para 211.000 em dado com ajuste sazonal, na semana encerrada em 9 de maio, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam 205.000 pedidos para a última semana.
Na ferramenta FedWatch, do CME Group, as expectativas de aumento de juros pelo Federal Reserve passaram de março para abril de 2027.
*Com informações de Reuters