Banco do Brasil (BBAS3) cai mais de 4% em reação ao balanço do 1T26 e corte no guidance
As ações do Banco do Brasil (BBAS3) operam entre as maiores quedas do Ibovespa (IBOV), em dia de recuperação e retomada do apetite a risco no cenário doméstico.
Logo após a abertura das negociações desta quinta-feira (14), BBAS3 tombou 4,91%, a R$ 19,74, na mínima intradia, liderando a ponta negativa do principal índice da bolsa brasileira. O IBOV opera em alta no nível dos 178 mil pontos, em breve recuperação após cair quase 2% na véspera com ruído político. Acompanhe o Tempo Real.
O papel também é o mais negociado no mercado brasileiro desde o início do pregão. Por volta de 10h20 (horário de Brasília), BBAS3 movimentava R$ 284,6 milhões em 10,4 mil negócios na B3.
O banco estatal terminou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 3,4 bilhões, queda de 53% ante mesmo período de 2025.
Apesar disso, a cifra ficou dentro do consenso da Bloomberg, que aguardava lucro de R$ 3,42 bilhões.
Um conjunto de fatores, que incluem a piora da inadimplência do agronegócio e a nova resolução da CMN nº 4.966/2021, que endureceu e obrigou os bancos a elevarem as provisões para calotes, fez o banco passar de queridinho do mercado para um grande ponto de interrogação.
Desde do terceiro trimestre do ano de 2024, o BB vem sentido efeitos da falta de pagamento no agronegócio, já que o setor passa por uma alta expressiva do número de recuperações judiciais no setor.
O ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) despencou 9,4 pontos percentuais, encerrando o trimestre a 7,3%. Consenso da Bloomberg esperava 6,2%.
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Além disso, o BB cortou as projeções para 2026, em meio a um cenário ainda difícil para o agronegócio. A principal mudança diz respeito ao lucro. Se antes o banco projetava lucrar de R$ 22 bilhões a R$ 26 bilhões, agora projeta lucrar de R$ 18 a R$ 22 bilhões. Ou seja, o teto virou piso.
“A revisão para baixo das estimativas de lucro para 2026 indica um ambiente mais adverso do que o previamente antecipado”, avaliaram os analistas Marcelo Mizrahi e Renato Chanes, do Bradesco BBI em relatório divulgado na manhã de hoje.
*Com Renan Dantas