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Yduqs (YDUQ3) despenca 9% com balanço fraco, enquanto analistas veem potencial de quase 200%

14 ago 2026, 12:00 - atualizado em 14 ago 2026, 12:02
Yduqs
Yduqs (Imagem: Divulgação)

As ações da Yduqs (YDUQ3) operam em queda e lideram a ponta negativa do Ibovespa (IBOV) nesta sexta-feira (14) em reação ao balanço do segundo trimestre (2T26).

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Por volta de 11h30 (horário de Brasília), YDUQ3 caía 7,25%, a R$ 7,16. Na mínima intradia, o recuo foi de 9,07% (R$ 7,02).



A companhia educacional encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 14 milhões, queda de 54,2% em relação ao mesmo período de 2025. Sem ajustes, a empresa teve prejuízo de R$ 15 milhão no período.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da companhia somou R$ 400,2 milhões no 2T26, alta de 1,6% na base anual. A margem Ebitda ajustada passou de 28,6% para 28,7%.

Os números ficaram abaixo das estimativas de analistas, que esperavam, em média, lucro líquido de R$29 milhões e Ebitda de R$408 milhões, segundo dados da LSEG.

O que dizem os analistas?

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Os analistas, em consenso, avaliam os números da Yduqs como “fracos”, mas em linha com o esperado.

“Os resultados não trouxeram surpresas para nós, já que o restante do portfólio permaneceu praticamente estável”, afirmaram os analistas Samuel Alves e Maria Resende, do BTG Pactual.

“A companhia não gerou caixa, mas reiterou seu guidance para 2026 em relação ao resultado final e à geração de fluxo de caixa livre, o que implica uma melhora no segundo semestre em comparação com o primeiro”, acrescentaram.

Para a dupla, o ponto positivo dos resultados do 2T26 foi um trimestre menos impactado por efeitos extraordinários em comparação com o ano passado.

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Para os analistas Marcio Osako e Henrique Colla, do Bradesco BBI, os resultados mais fracos já eram esperados e “mais do que precificados”. “Acreditamos que a fraqueza do trimestre já está amplamente precificada nas ações da Yduqs”, afirmaram.

O Itaú BBA compartilha a mesma visão. “As ações já vinham pressionadas há algum tempo, e as expectativas dos investidores institucionais também haviam recuado antes da divulgação dos resultados”, destacaram os analistas liderados por Vinicius Figueiredo.

Mudanças regulatórias

O Bradesco BBI chamou a atenção para a queda expressiva, de 51%, na captação de alunos no modelo de Ensino a Distância após a nova regulação do Ministério da Educação (MEC).

O novo marco regulatório, que entrou em vigor no ano passado, determina que cursos de cursos como Saúde, Engenharias e Licenciaturas sejam oferecidos exclusivamente no modelo presencial.

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Para o BTG Pactual, as empresas de educação concorrentes se adaptaram bem, até o momento, às mudanças decorrentes do novo ambiente regulatório, com os programas híbridos e presenciais compensando a fraqueza do ensino a distância. Mas esse não foi o caso de Yduqs.

“Na companhia, a força esteve concentrada no segmento premium, enquanto esse desempenho ainda não foi suficiente para compensar a fraqueza no restante do portfólio” afirmaram os analistas do banco.

Valuation atrativo

O Bradesco BBI e o Itaú BBA reafirmaram a visão positiva para Yduqs com base no valuation da companhia, considerado descontado frente a pares.

Os analistas do BBA, porém, acreditam que a postura cautelosa do mercado provavelmente persistirá após os resultados do 2T26. “Não consideramos os resultados, por si só, um grande catalisador para a ação”, afirmaram.

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Já o BTG Pactual avalia que a companhia manteve a força e esteve concentrada no segmento premium, “enquanto esse desempenho ainda não foi suficiente para compensar a fraqueza no restante do portfólio”.

Confira a recomendações e os preços-alvos dos bancos citados:

Banco/CorretoraRecomendação Preço-alvoPotencial de valorização*
Bradesco BBICompra R$ 15,0094,30%
BTG PactualCompra R$ 23,00197,93%
Itaú BBACompra R$ 16,00107,25%
SafraCompra R$ 22,50191,45%

*potencial de valorização sobre o preço de fechamento anterior. Em 14/08/2026, YDUQ3 fechou a R$ 7,72.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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