Giro do Mercado

Para analista, mercado acredita menos em um possível cessar-fogo entre EUA e Irã; veja os destaques do Giro do Mercado desta quarta (6)

06 maio 2026, 16:39 - atualizado em 06 maio 2026, 16:39

No Giro do Mercado desta quarta-feira (6), o analista da EQI Research, Nicolas Mérola, avaliou os principais movimentos do dia no programa apresentado pelo jornalista Kaype Abreu.

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A expectativa de um cessar-fogo entre EUA e Irã impulsiona as bolsas globais. Segundo a imprensa americana, a Casa Branca estaria próxima de um acordo, enquanto a Guarda Revolucionária iraniana indica uma retomada segura da navegação no estreito de Ormuz.

Mérola, no entanto, destacou que há maior cautela do mercado após episódios anteriores. “A gente já teve um ensaio recente de pacificação, com um efeito imediato muito mais forte do que agora: o petróleo voltou rapidamente para os US$ 85, o que não aconteceu desta vez”, afirmou.

Para o analista, o impacto real de um eventual acordo, agora, depende de sinais concretos de normalização no fluxo de navios. Caso isso se confirme, “as coisas podem melhorar bastante, tanto para as bolsas quanto para o petróleo e para todos os outros índices pressionados”, disse.

O conflito pressiona diretamente os preços de energia, com destaque para petróleo e gás natural, e mantém no radar do mercado as expectativas de inflação e juros.

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O próximo foco dos investidores, segundo Mérola, é o chamado “efeito com delay”, quando mudanças de preços levam tempo para se refletir na economia e na política monetária.

No Brasil, o cenário político volta a ganhar atenção após nova pesquisa eleitoral apontar estabilidade na disputa. No segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com 45,3% das intenções de voto, contra 40,5% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em empate técnico. No primeiro turno, Lula lidera com 40%, seguido por Flávio Bolsonaro com 36%.

Na avaliação de Mérola, o cenário externo ainda lidera a precificação dos mercados, mas a dinâmica doméstica deve ganhar espaço à medida que choques globais perdem força. “A guerra está em primeiro plano porque tem impactos mais imediatos e relevantes. À medida que isso se normaliza, as eleições passam a ganhar espaço e capacidade de fazer preço no mercado brasileiro”, disse.

*Com supervisão de Vitor Azevedo

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Estagiário no Money Times e estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Foi trainee e repórter freelancer na Folha de S.Paulo.
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