Berkshire, Meta e Uber: Empiricus revisa carteira de BDRs de olho em valuation e temporada de balanços; confira
A Empiricus Research promoveu ajustes na carteira recomendada de BDRs para maio de 2026, em meio a um cenário de lucros corporativos em expansão nos Estados Unidos e manutenção de juros elevados pelo Federal Reserve.
A atualização da carteira ocorre após um mês de abril marcado por forte recuperação dos mercados americanos, impulsionados principalmente pelo setor de tecnologia.
Apesar das incertezas geopolíticas envolvendo o Oriente Médio, os índices S&P 500 e Nasdaq voltaram a renovar máximas históricas, sustentados por resultados corporativos acima do esperado e melhora nas margens de lucro das empresas.
Segundo dados compilados pela FactSet, o S&P 500 deve encerrar a temporada de resultados do primeiro trimestre com crescimento de lucro de cerca de 15%, acima das estimativas anteriores. Além disso, a margem líquida do índice pode atingir 13,4%, o maior nível histórico, reforçando a percepção de um ambiente corporativo mais rentável — ainda que com juros elevados.
Ajustes na carteira
Diante desse cenário, a Empiricus priorizou uma rotação de ativos com foco em valuation, qualidade de balanço e potencial de reprecificação.
Entre as principais saídas da carteira estão a Alphabet (GOGL34) e a Netflix (NFLX34). No caso da Alphabet, o movimento foi justificado pela forte valorização recente, de quase 30% em abril, que levou os papéis a níveis próximos das máximas históricas, reduzindo a margem de segurança no curto prazo.
Já a Netflix saiu da carteira mesmo após resultados sólidos, em meio à mudança na estrutura de liderança e ao aumento da incerteza sobre o momento do setor de streaming.
Na parte de reduções, a gestora diminuiu exposição à Coinbase (C2OI34) e à Visa (VISA34). A plataforma cripto teve o peso reduzido diante de um ambiente mais desafiador para ativos digitais, embora ainda permaneça como aposta tática.
Já a Visa teve realização parcial após valorização recente, mas segue no portfólio por sua resiliência operacional e geração consistente de caixa.
Do lado das compras, a carteira ampliou posições em ativos considerados defensivos ou de qualidade global. A Berkshire Hathaway (BERK34) teve aumento de peso com a expectativa de transição de gestão para Greg Abel e possível reprecificação dos ativos sob nova fase de liderança.
A Microsoft (MSFT34) também teve posição ampliada após correção recente ligada às incertezas sobre inteligência artificial e ao aumento de investimentos em infraestrutura, o que pressionou margens no curto prazo, mas reforça a tese de crescimento estrutural no longo prazo.
Já a SLB (SLBG34) foi reforçada como aposta no setor de energia, beneficiando-se da manutenção do petróleo em patamares elevados e de possíveis efeitos positivos caso haja retomada de produção em regiões estratégicas como o Oriente Médio.
A carteira também passou a incluir duas novas posições. A Meta Platforms (M1TA34) entra como aposta em publicidade digital e monetização de inteligência artificial, após forte correção recente que levou os papéis a múltiplos considerados atrativos.
Já a Uber (U1BE34) representa a tese de crescimento em mobilidade e entregas, além do potencial de longo prazo com o avanço de tecnologias como robotáxis. A empresa também negocia em múltiplos historicamente deprimidos, segundo a análise.
Confira a carteira de BDRs da Empiricus Research para maio
| Empresa | Ticker | Peso |
| Berkshire Hathaway | BERK34 | 15% |
| Microsoft | MSFT34 | 15% |
| Baidu | BIDU34 | 10% |
| Meta | M1TA34 | 10% |
| Nvidia | NVDC34 | 10% |
| SLB | SLG34 | 10% |
| Uber | U1BE34 | 10% |
| Visa | VISA34 | 10% |
| Coinbase | C2OI34 | 5% |
| TSMC | TSMC34 | 5% |