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Casas Bahia (BHIA3) “não questiona mais própria sobrevivência” e enxerga lucro no curto prazo

14 maio 2026, 17:10 - atualizado em 14 maio 2026, 17:10
Casas Bahia
Na direita, Renato Franklin, CEO da Casas Bahia, acompanhado do mascote da empresa (Imagem: Reprodução/LinkedIn)

A Casas Bahia (BHIA3) chegou ao fim da fase em que se questionava a sobrevivência da empresa e entra em uma fase onde se questiona quando virá e quanto será o lucro, afirmou o CEO, Renato Franklin, em teleconferência de resultados realizada nesta quinta-feira (14).

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O lucro em questão ainda não veio. A varejista reportou na véspera prejuízo líquido de R$ 1,06 bilhão referente ao primeiro trimestre de 2026, pressionado pelo resultado financeiro, mas o desempenho operacional mostrou evolução.

De acordo com o CEO, a companhia permanece executando uma estratégia focada em rentabilidade, geração de caixa e disciplina na concessão de crédito, sem perseguir “crescimento a qualquer custo”.

Franklin reconhece que o cenário macroeconômico, com a taxa básica de juros (Selic) ainda em patamares elevados, impacta a companhia e gera um risco de inadimplência, o que leva a Casas Bahia a adotar uma postura rigorosa na concessão de crédito.

“O macro esse ano, na nossa visão, ainda tem bastante volatilidade. Existe um cenário geopolítico volátil, tem eleição, que traz volatilidade e possível impacto na inflação que pode retardar a queda de juros”, ponderou o executivo.

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“Temos uma estratégia bem definida, estamos conscientes do cenário macroeconômico e não estamos contando com a melhora do macro, se vier é upside, mas temos um plano claro para endereçar esse cenário macro desafiador e transformar a companhia numa companhia rentável que gera valor”, completa.

O plano da Casas Bahia, segundo o CEO, passa por melhoria do resultado financeiro, com redução da despesa financeira aumento de eficiência operacional, trazendo alavancagem operacional, crescimento de curto prazo, principalmente com e-commerce e médio prazo na loja física.

A abordagem, no entanto, prioriza concessão de crédito cautelosa, além de um perfil mais conservador na tomada de riscos e escolhas de fornecedores.

No pregão desta quinta, as ações da Casas Bahia repercutem negativamente o primeiro balanço deste ano. Por volta de 16h50 (horário de Brasília), a queda era de 8,33%, a R$ 1,87. Acompanhe o tempo real.

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1T26 da Casas Bahia

No primeiro trimestre, a receita líquida das Casas Bahia cresceu 6,1% em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 7,4 bilhões, enquanto as despesas com vendas, gerais e administrativas tiveram alta de 5,4%, para 1,7 bilhão. A margem bruta da companhia ficou em 30,3%, de 30,2% um ano antes.

A receita bruta na vendas online avançou 24%, para quase R$ 3,3 bilhões, com expansão de 26,4% no canal próprio (1P), para R$ 3 bilhões. A receita bruta das lojas físicas somou quase R$ 5,6 bilhões, declínio de 1,8%.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da Casas Bahia totalizou R$ 597 milhões, aumento de 4,7% ano a ano, com a margem nessa linha passando de 8,2% para 8,1%.

Mas a alta taxa de juros, refletida no aumento do CDI médio de 12,94% no primeiro trimestre de 2025 para 14,86% no período de janeiro ao final de março deste ano pressionou o resultado financeiro, que ficou negativo em R$ 1,2 bilhão, 27% maior do que o mesmo período do ano passado, apontou a companhia. Isso explica a piora no prejuízo, que um ano antes tinha sido de R$ 408 milhões.

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“É um ano ainda desafiador. Estamos muito conscientes que o jogo não está ganho e temos muito para executar, mas com um plano estruturado, com muita disciplina de acompanhamento de cada uma das alavancas, rigorosidade nas entregas para que todo mundo execute o que tem que ser executado e um time muito alinhado deixam a gente bastante eficiente na entrega dessas alavancas”, diz Renato Franklin.

*Com Reuters

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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