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Credoras cripto: quem fornece os melhores rendimentos para empréstimos?

19/04/2021 - 15:31
Traduzido e editado por Daniela Pereira do Nascimento
Confira uma panorama geral sobre diversas plataformas de empréstimo cripto e os rendimentos que fornecem (Imagem: BlockFi)

Quem oferece as melhores taxas de juros para cripto?

Com o crescimento de aplicações, empréstimo cripto, corretoras de margem e criptomoedas passíveis de staking no setor de finanças descentralizadas (DeFi) nos últimos anos, pode ser difícil saber quais são os melhores rendimentos para seu capital inativo.

Após o guia da Brave New Coin (BNC) sobre como obter e aumentar seu rendimento com bitcoin e demais criptoativos via “yield farming”, este artigo analisa as principais plataformas de empréstimo cripto e as diferentes taxas de juros fornecidas.

Primeiro, é importante entender a diferença entre “conceder empréstimo de cripto” e “tomar cripto emprestado”.

Se você está concedendo empréstimos nos cenários abaixo, você está emprestando seus ativos às plataformas mencionadas com a expectativa de que você ganhará juros sobre seus criptoativos.

Seu objetivo é obter a quantia original de volta, com juros obtidos. Este artigo não explora a tomada de cripto emprestado — em que você compraria tomaria ativos (ou fiduciárias) emprestado de uma plataforma, os quais você precisaria pagar de volta — com o acréscimo de juros.

Como funcionam os empréstimos com cripto
no setor de finanças descentralizadas (DeFi)?

Qual é a melhor plataforma de empréstimos cripto é uma questão em aberto — cada uma tem sua própria abordagem e seus próprios processos — mas, com certeza, taxas de juros anuais pagas são um bom ponto de partida.

Todas as taxas de juros foram registradas no dia 19 de abril de 2021* e estão sujeitas a alteração.

Compound é uma das plataformas cripto mais conhecidas na concessão de empréstimo (Imagem: Crypto Times)

1) Empréstimo DeFi

A demanda por tomada de empréstimo no mundo DeFi é um resultado tanto da negociação em margem em corretoras descentralizadas como da tomada de empréstimo em aplicações DeFi.

A oscilação constante de oferta e demanda nessas aplicações resulta em rendimentos bem voláteis.

Já que grande parte das aplicações DeFi acontecem na rede Ethereum, a tomada e a concessão de empréstimos principalmente consiste de tokens padrão ERC-20 e wrapped bitcoin (wBTC), que é um token pareado em proporção 1:1 com o bitcoin (BTC). O modelo de negócios das plataformas pode diferir.

Plataformas de empréstimos DeFi

Taxas de juros de plataformas de empréstimos DeFi

2) Empréstimo centralizado

Além de empréstimos DeFi, também existem muitas empresas centralizadas que emprestam cripto.

Já que a origem dos empréstimos acontece de forma centralizada com essas empresas, as taxas de juros geralmente são mais estáveis, pois a credora estabelece a taxa em vez de deixar o mercado influenciar.

Geralmente, taxas de juros em plataformas centralizadas de empréstimos são mais altas do que em outras plataformas, algo atrativo para mutuantes (aqueles que concedem o empréstimo).

Taxas de juros de plataformas centralizadas de empréstimos

Introdução a empréstimos com cripto

O outro lado da concessão de empréstimos é a tomada de empréstimos. Se você está interessado em obter um empréstimo (em dólares, por exemplo), muitos dos fornecedores acima também oferecem esse serviço.

Grande parte dos protocolos de tomada e concessão de empréstimos no setor de finanças centralizadas (CeFi) como no de finanças descentralizadas (DeFi) exigem que mutuários bloqueiem um ativo para obter um empréstimo. Esse tipo de empréstimo é chamado de empréstimo com garantia (do inglês “collateralized loan”).

Garantia é o comprometimento de um mutuário em comprometer um número de ativos como um meio de um credor recuperar seu capital caso o mutuário não cumpra com o empréstimo.

Se um mutuário continuamente não pagar os pagamentos de uma responsabilidade de empréstimos, então o credor tem o direito de possuir a garantia comprometida caso haja incumprimento do empréstimo.

Empréstimos com garantida ou, mais especificamente, sobregarantidos (“overcollateralized loan”), são o núcleo da operação eficiente dos credores DeFi. Protocolos de empréstimo DeFi fornecem serviços financeiros abertos, apermissionados e pseudoanônimos.

Não existem requisitos de score de crédito para mutuários nem de antilavagem de dinheiro ou identificação de clientes (AML/KYC).

Para manter um equilíbrio entre o livre acesso e a estabilidade sistêmica, o valor da garantia que precisa ser comprometido para empréstimos DeFi precisa exceder o valor dos empréstimos.

Por exemplo, se um usuário DeFi quiser obter um empréstimo de 100 DAI na MakerDAO, precisam aplicar pelo menos US$ 150 na Ethereum.

Às vezes, a tomada de empréstimos nos protocolos DeFi pode ser algo perigoso e demandar muito tempo, pois vai além de apenas pagar juros em parcelas.

A proporção empréstimo-para-valor (LVT) precisa ser monitorada cuidadosamente para garantir que o requisito de garantia acordado antes de o empréstimo ser executado seja mantido.

Manter essa proporção LVT se torna mais difícil se mutuários aplicarem ativos voláteis, como ETH, como garantia.

Se o valor do ETH mudar repentinamente em termos de dólares, empréstimos podem ser liquidados rapidamente se os mutuários não estiverem protegidos pelos mecanismos que existem, como o seguro de empréstimos.

Por esses motivos, devido à complexa natureza de acordos exclusivos e específicos de protocolos DeFi, que vão além de pagamentos de taxas de juros, a BNC decidiu não incluir detalhes sobre taxas de tomada de empréstimo em protocolos DeFi.

Dinheiro programável: ferramentas que encontram a melhor taxa de juros de forma automática

Atualmente, existem plataformas de otimização de rendimentos, como Yearn.Finance. Usam os recursos do blockchain Ethereum para facilitar o dinheiro programável, para que usuários encontrem taxas de juros otimizadas automaticamente.

Antes do Yearn, usuários que buscam maximizar seus rendimentos necessários para manualmente movimentar suas stablecoins entre protocolos de empréstimo. É um processo lento e trabalhoso que a Yearn quer evitar.

O protocolo funciona ao criar pools para cada ativo depositado. Quando um usuário deposita suas stablecoin em um desses pools, recebem yTokens, tokens de geração de rendimento equivalentes à moeda depositada. Se, por exemplo, um usuário depositar DAI no protocolo, irá obter yDAI.

Ativos são automaticamente transferidos entre plataformas de empréstimo no ecossistema DeFi, como Compound e Aave, onde taxas de juros para ativos depositados mudam de forma dinâmica.

Toda vez que um usuário depositar ativos em um pool no Yearn, o protocolo verifica se existem oportunidades de obter altos rendimentos e rebalanceia todo o pool se for necessário.

A qualquer momento, um usuário pode queimar seu yDAI e sacar seus depósitos iniciais e coletar juros na forma do ativo originalmente depositado.

O protocolo evoluiu para fornecer soluções mais complexas que possam maximizar rendimentos de depósitos de usuários de forma eficiente.

O pool de liquidez yCRV, desenvolvido pela Yearn na plataforma Curve Finance, contém os seguintes tokens: yDAI, yUSDC, yUSDT, yTUSD e paga de volta um token yCRV que representa o índice.

Usuários podem depositar qualquer uma das quatro stablecoins nativas no pool e obterem rendimentos de tokens yCRV que geram rendimento. Depositantes também ganham taxas de rendimento da Curve ao fornecerem liquidez para outros usuários da plataforma.

* Matéria originalmente publicada em 10 de novembro de 2020
e atualizada em 19 de abril de 2021 devido ao acréscimo de informações por nossos parceiros da Brave New Coin.

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Última atualização por Daniela Pereira do Nascimento - 19/04/2021 - 15:30

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