Destaques da Bolsa

Cyrela (CYRE3): O que chamou atenção dos analistas no balanço do 2T26? Ação sobe

14 ago 2026, 10:52
Cyrela construtora
Cyrela (CYRE3): O que chamou atenção dos analistas no balanço do 2T26; ação sobe (Imagem: Money Times/Gustavo Kahil)

As ações da construtora e incorporadora Cyrela (CYRE3) operam em alta nesta sexta-feira (14) em reação ao balanço financeiro do segundo trimestre de 2026 (2T26), que foi divulgado pela companhia na véspera (13).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Entre analistas, a avaliação é majoritariamente positiva, com destaque para a expansão das margens, geração de caixa e baixa alavancagem da empresa.

Por volta das 10h40 (horário de Brasília), os papéis, que integram o índice Ibovespa (IBOV), avançavam perto de 1,05% na bolsa de valores, cotados a cerca de R$ 21,22. Acompanhe o movimento em tempo real.



O 2T26 da Cyrela, segundo a Empiricus

Entre abril e junho, a incorporadora reportou lucro líquido de R$ 452 milhões, alta de 16,5% em relação aos R$ 388 milhões registrados no mesmo período do ano anterior e de 52% ante o primeiro trimestre (1T26).

No acumulado do semestre (1S26), o lucro líquido somou R$ 748 milhões, acima dos R$ 715 milhões apurados nos seis primeiros meses de 2025.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A rentabilidade também apresentou evolução e, para o analista Caio Nabuco de Araujo, da Empiricus Research, foi um dos principais pontos positivos do segundo trimestre.

A margem bruta atingiu 34,4% no 2T26, aumento de 1,6 ponto percentual (p.p.) em relação ao 2T25, enquanto o ROE dos últimos 12 meses (indicador que mede o retorno sobre o patrimônio líquido) encerrou o período em 20,9%.

Segundo a própria companhia, a evolução foi impulsionada pela melhora da rentabilidade da Vivaz (marca da Cyrela voltada à habitação popular), que elevou a participação do segmento econômico na receita consolidada.

“A tendência é que esse cenário continue no curto prazo, sinalizado pela estabilidade da margem a apropriar”, avaliou o analista da Empiricus.

Geração de caixa e alavancagem

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Araujo também destacou, entre os principais pontos positivos do 2T26, a forte geração de caixa da construtora, que somou R$ 272 milhões entre abril e junho, revertendo o consumo de R$ 392 milhões observado no 2T25.

Com o número, a incorporadora viu sua dívida líquida ajustada recuar de R$ 2,18 bilhões para R$ 1,91 bilhão, levando a alavancagem (medida pela relação dívida líquida e patrimônio líquido ajustado) de 19,6% para 16,5% no período.

Já entre os destaques negativos, o analista ponderou que, assim como observado em outros resultados do setor, as despesas comerciais da Cyrela saltaram no segundo trimestre, com alta de 30% na comparação anual, para R$ 294 milhões.

“De forma geral, o 2T26 apresentou uma leitura positiva, com aceleração de receita, recuperação de margens e forte geração de caixa. Inclusive, o caixa da companhia deve ser reforçado com a venda extraordinária de ativos non-core (não estratégicos), que foi anunciada na última semana”, afirmou Araujo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A operação a que ele se refere é a alienação de um portfólio de ativos imobiliários da Cyrela para o fundo imobiliário TRX Real Estate (TRXF11), por cerca de R$ 2,14 bilhões.

A transação inclui quatro galpões logísticos e lajes corporativas do “Oscar Freire Corporate”, edifício localizado em São Paulo (SP).

“Com isso, cresce a possibilidade de uma remuneração adicional aos acionistas, incluindo dividendos. Negociando a um múltiplo P/B de 0,8 vez, as ações CYRE3 permanecem entre as recomendações da Empiricus”, disse o analista.

O que diz o BBI

Na mesma linha, o Bradesco BBI avaliou os resultados da Cyrela como “positivos”, destacando que os números confirmam a “sólida execução” da companhia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo o banco, a receita líquida, de R$ 2,48 bilhões, e o lucro líquido, de R$ 452 milhões, vieram amplamente em linha com as expectativas.

Assim como a Empiricus, a instituição apontou que o destaque do 2T26 foi a forte geração de caixa de R$ 272 milhões, que levou a alavancagem a recuar para 16,5%.

A casa destacou também uma “surpresa positiva” na margem bruta, que expandiu 1,5 p.p. em relação ao trimestre anterior, para 34,4%, impulsionada principalmente pelos ganhos de escala e pela marca de baixa renda Vivaz.

Além disso, de acordo com o banco, “a rentabilidade da companhia se manteve em patamares bastante atrativos, com o ROE dos últimos 12 meses atingindo 20,9%”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já no campo operacional, o BBI apontou que a atividade também acelerou, com R$ 3,8 bilhões em lançamentos, crescimento de 120% na comparação trimestral, e R$ 2,6 bilhões em vendas contratadas, alta de 14% em relação ao 2T25.

“Mantemos nossa recomendação de compra para CYRE3, apoiada pela dinâmica saudável de ROE, crescente contribuição do segmento de baixa renda e valuation atrativo, com o papel negociando a 5 vezes o múltiplo preço sobre lucro (P/L) estimado para 2026”, afirmou o banco.

O que diz o BTG Pactual

Na mesma linha das outras análises, o BTG Pactual afirmou que os resultados da Cyrela no 2T26 foram “sólidos” em todas as linhas e, em grande parte, alinhados às estimativas.

No lado negativo, o banco destacou que o lucro por ação (LPA) foi de R$ 1,04, avanço de 17% na comparação anual, mas cerca de 6% abaixo de sua projeção, devido a despesas de comercialização acima do esperado, principalmente com estandes de vendas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quanto ao caixa, o BTG também avaliou que a Cyrela reportou uma forte geração, impulsionada principalmente pelo recebimento de valores a receber, após R$ 2,2 bilhões em entregas de imóveis no segundo trimestre, alta de 95% na comparação anual, e pela entrada de R$ 100 milhões decorrente da venda de um terreno.

O banco ainda ponderou que, como a incorporadora encerrou junho com baixa alavancagem, espera dividendos e recompras expressivos, especialmente após a conclusão da venda do portfólio de ativos imobiliários ao TRXF11.

“Em nossa opinião, os resultados do 2T26 foram sólidos em todas as linhas: o LPA veio ligeiramente acima do consenso, apesar de ter ficado 6% abaixo dos nossos números, e houve forte geração de caixa, com yield de FCF anualizado de 12%”, afirmou o BTG.

“Além disso, acreditamos que os investidores não estão precificando os dividendos robustos e as recompras de ações que devem ocorrer após a conclusão da venda da torre corporativa para um fundo imobiliário. Dessa forma, reiteramos nossa recomendação de compra para a ação, que é nossa principal escolha entre as incorporadoras de médio e alto padrão, com base em um múltiplo P/L de 4 vezes estimado para 2027”, acrescentou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O banco tem preço-alvo de R$ 40 para CYRE3, valor que representa um potencial de valorização de 90,5% considerando a cotação do último fechamento, de R$ 21.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar