Dias das Mães em breve: saiba se é hora de comprar ou vender ações do varejo na época em que ‘tudo brilha’
Com a chegada do Dia das Mães, o Money Picks desta semana destaca ações do varejo — e outras que ficam pelo caminho — em um período em que “tudo ganha um certo brilho”, segundo os jornalistas do Money Times.
Mas, para além de vitrines atrativas e promoções, os juros continuam ditando o ritmo do setor. Embora a Selic tenha começado a ceder (de 14,75% para 14,50%), o consumo ainda sente seus efeitos, seja no parcelamento, no crédito ou na decisão de compra.
Nesse cenário, o mercado fica mais seletivo: não basta vender mais, é preciso vender bem. A seguir, os destaques dentre as recomendações de bancos e corretoras na última semana para Azzas 2154 (AZZA3), Pague Menos (PGMN3), Assaí (ASAI3) e um bônus.
Azzas 2154 (AZZA3)
O UBS BB rebaixou a recomendação da varejista de moda de compra para neutra e cortou o preço-alvo de R$ 33 para R$ 25. Ainda assim, o potencial de alta gira em torno de 16%.
O portfólio segue como um dos principais ativos, com destaque para a Farm Rio. Por outro lado, a receita tem mostrado volatilidade, o que dificulta uma leitura mais clara de recuperação no curto prazo, especialmente em operações como a Hering.
Diante disso, o banco reduziu estimativas de receita, Ebitda e lucro para os próximos anos, com cortes que superam 20% na última linha.
Pague Menos (PGMN3)
No varejo farmacêutico, XP Investimentos e BTG Pactual adotam uma visão mais otimista. Ambas recomendam compra, com preços-alvo entre R$ 8,50 e R$ 9, com um potencial de alta próximo de 50%.
A XP destaca o ganho de produtividade das lojas, com expectativa de melhora nos próximos anos. Já o BTG vê esse avanço dentro de um novo ciclo, marcado por mais disciplina e eficiência após um período desafiador.
O GLP-1 aparece como vetor relevante nas duas teses: medicamentos ligados a diabetes e obesidade vêm acelerando o crescimento.
Assaí (ASAI3)
O J.P. Morgan elevou na última semana a recomendação de venda para neutra e aumentou o preço-alvo para R$ 11, o que implica um potencial mais moderado, em torno de 16%.
O pano de fundo segue desafiador, com juros elevados, ambiente competitivo e inflação de alimentos — ainda que este último ponto tenha melhorado, o que pode sustentar o desempenho operacional no curto prazo.
O banco vê o Assaí como melhor posicionado dentro do setor nesse contexto. Mesmo sem estar livre de riscos, uma vez que o consumo fraco e os juros ainda pesam, é considerado um nome mais defensivo no varejo.
Para a Empiricus Research, é um bom momento para investir na Uber, que segue como a principal plataforma global de mobilidade, com atuação em transporte, entregas e fretes.
Em 2025, a companhia acumulou um Ebitda de quase US$ 9 bilhões, e as ações se aproximaram de US$ 100 na bolsa americana, mas recuaram mais de 25% desde então.
Segundo o analista da Empiricus, Enzo Pacheco, a desaceleração do crescimento nos últimos trimestres e o avanço dos veículos autônomos ajudam a explicar a queda.
No curtíssimo prazo, porém, há um possível gatilho: a Uber divulga os resultados do primeiro trimestre de 2026 na próxima quarta-feira, 6 de maio. Para Pacheco, os números “podem trazer fatores positivos para a tese”, e ele “não se espantaria” com uma forte valorização dos papéis nos dias seguintes.
*Com supervisão de Kaype Abreu