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Dólar volta a cair e fecha a R$ 5,17 com alívio nos Treasuries após medida do Tesouro dos EUA

19 ago 2026, 17:02 - atualizado em 19 ago 2026, 17:09
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(Imagem: Pexels)

O dólar à vista voltou a perder força nesta quarta-feira (19), após medidas do governo dos Estados Unidos no mercado de títulos de longo prazo. A moeda encerrou o dia com queda de 0,86%, a R$ 5,1766.

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Mais cedo, o dólar bateu a mínima intradia a R$ 5,1566 (-1,24%) no mercado à vista.

O movimento foi acompanhando do exterior. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava estável, aos 99.813 pontos.

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O que mexeu com o dólar hoje?

O mercado de câmbio acompanhou o desempenho dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries.

Mais cedo, o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou uma operação ampliada de recompra de títulos de longo prazo, dobrando o tamanho das operações de recompra de suporte de liquidez para títulos de cupom nominal de 10 a 20 anos e de 20 a 30 anos.

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A medida, que estará em vigor entre 9 de setembro a 4 de novembro, foi anunciada um dia após uma grande onda de vendas de títulos ter empurrado o rendimento dos títulos de 30 anos para seu nível mais alto desde 2007.

Em linhas gerais, a decisão do Tesouro aumenta a liquidez disponível do mecado, reduzindo os rendimentos dos Treasuries e abrindo espaço para a retomada do ingresso do fluxo estrangeiro para o mercado brasileiro – dando força ao real.

“Esse movimento tirou a pressão no mercado de juros nos EUA e ao redor do mundo, inclusive no Brasil”, afirmou Matheus Spiess, estrategista da Empiricus Research.

Na visão de Juliana Benvenuto, coordenadora de alocação da Avenue, a decisão do Tesouro dos EUA foi lida, por parte do mercado, como uma espécie de “Operation Twist” do Tesouro, mas também como um “gesto político” do secretário Scott Besset de olho nas eleições de meio de mandato em novembro.

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A moeda brasileira foi beneficiada pela leve valorização do petróleo, em meio ao impasse no Oriente Médio.

Em segundo plano, o mercado reagiu timidamente à ata da última decisão do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA). Na última decisão, em julho, o Fed manteve os juros inalterados na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano pela quinta vez consecutiva, mas com a maior dissidência entre os diretores em uma década.

Na avaliação do ING, o Comitê adotou um tom “ligueiramente” kawkish, o que já era esperado pelo mercado devido aos votos de Beth Hammack, Lorie Logan e Neel Kashkari por um aumento de 0,25 ponto percentual na decisão.

“Apesar do tom ligeiramente hawkish, é preciso lembrar que essa ata reflete opiniões formadas antes da rodada mais recente de dados fracos do mercado de trabalho, números de inflação contidos e dados decepcionantes de vendas no varejo e confiança do consumidor”, avaliou James Knightley, economista-chefe internacional do ING, em nota.

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Os agentes financeiros, agora, passarão a operar à espera de novos comentários do presidente do Fed, Kevin Warsh, no simpósio de Jackson Hole, que acontece na próxima semana.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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