Dólar

Dólar sobe a R$ 5 com temor de reescalada das tensões no Oriente Médio

23 abr 2026, 17:06 - atualizado em 23 abr 2026, 17:12
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(Foto: iStock.com/MicroStockHub)

O dólar à vista voltou ao nível de R$ 5 com a retomada da aversão a risco diante das incertezas sobre o conflito no Oriente Médio.

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Nesta quinta-feira (23), o dólar à vista (USDBRL) terminou as negociações a R$ 5,0036, com alta de 0,60%.



O movimento acompanhou o desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com alta de 0,21%, aos 98,796 pontos.

O que mexeu com o dólar hoje?

O mercado de câmbio continuou a monitorar os desdobramentos nas negociações de paz no Oriente Médio.

No início da tarde desta quinta-feira, o presidente do Parlamento do Irã e principal negociador, Mohammad Baqer Qalibaf, deixou a equipe de negociações com os Estados Unidos, segundo a mídia israelense. A notícia acendeu um alerta no mercado de retomada das tensões entre os dois países.

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O presidente norte-americano Donald Trump reforçou que um acordo com o país persa só será feito quando for “apropriado e bom” para os EUA.

Além disso, as negociações entre o Líbano e Israel foram transferidas para a Casa Branca para que o presidente Trump pudesse acompanhar as conversas de perto, segundo um alto funcionário da Casa Branca ao New York Times.

Anteriormente, as tratativas aconteceriam no Departamento de Estado dos EUA. Na semana passada, os dois países firmaram um acordo de cessar-fogo de 10 dias.

Diante das incertezas, os preços do petróleo mantiveram-se no nível de US$ 100 o barril. Para Bruno Shahini, especialista de investimentos da Nomad, a alta da commodity reforçou o prêmio de risco global associado ao Estreito de Ormuz, elevando preocupações inflacionárias e pressionando as expectativas de política monetária.

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“O movimento refletiu uma recomposição de mais posições defensivas, com o câmbio reagindo diretamente ao aumento da aversão a risco vindo do cenário geopolítico ainda incerto”, afirmou o especialista, em nota.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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